Hoje fiz uma boa ação.
Ajudei uma senhorinha a atravessar a rua, andei com ela até o ponto e ajudei a entrar no ônibus.
Belas bosta, irá dizer o justiceiro, não fez mais que a obrigação.
Eu concordo totalmente.
Porém quantas vezes deixei de fazer isso pela pura falta de tempo?
Me senti tão feliz em poder ajuda-la e ver que ela ficou feliz também pois alguém pode dispor desse momento, plena São Paulo.
Estava chovendo muito. Parei num toldo da doceria. Ela me disse para arriar as calças para não molhar.
Eu queria andar debaixo do Minhocão.
É uma boa ideia eu queria também.
O farol fechou, vamos?
Vamos!
E eu na minha pressa habitual já ia largar a velha, a senhora quer ajuda? Não, vou sozinha, sem problemas.
Mas o Minhocão do Haddad tão aclamado pelos hipster Sta Cecília não é o local mais amigável para uma velhinha. E resolvi acompanha-la. Ela andava com uma muleta, devagaaar, porém toda style de viseira e blusinha verde, me contando que já estava com 90, falou que estava andando o dia todo, eu falei da minha avó e assim uma hora ela resolveu pegar no meu braço para atravessar o rio de esgoto que é São Paulo quando chove. Literalmente é esgoto brotando do cimento.
Demos muita sorte, pois o ônibus estava chegando e nós achamos que o motorista não iria nos esperar.
Eu puxei a velhinha, ô jóveeem sem noção, mas outras pessoas pararam o ônibus e no momento final perguntei o nome, Cida, Mariana, até mais, ela se foi, acenamos e eu fiquei emocionada.
Pude ser humana na cidade de São Paulo. Pude ser eu mesma, pude ter uma conversa.
Agradeço cada minuto.
E hoje é segunda feira. E quero viver!
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21 de dezembro de 2015
A boa ação
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28 de dezembro de 2013
69 , 9 e meia
Rio de Janeiro, calor do caralho, último dia da amiga na viagem.
Vamos tomar um café, numa cafeteria meio bar, lá não tem a "padoca" paulistana, mas é como se fosse. Pedi para o cara do balcão um café.
Ele parou com dois recipientes na mão e disse.
- Qto?
-Como assim?
-Qto oras, qto de leite?
- Nãao, para mim é um café puro mesmo.
- Ah tá agora entendi.
-Quero um pão na chapa também , por favor.
Aquela viradinha básico para o outro cara:
-E eu queria é um 69 bem gostoso...
- OLOKO MOÇO, mas A ESSA HORA!
Outro atendente rindo, tentando disfarçar.
- Caramba que animado! (ponha uma carinha)
- O que?Agora que não entendi nada!
-Ah mas você entendeu sim!
Nisso já ríamos todos e o outro nem disfarçava mais.
- Eu ouvi! hahahaha
Pensa num cidadão grande que ficou sem graça?
Achei bom, achei energético. Ele faria . Certeza.
Vamos tomar um café, numa cafeteria meio bar, lá não tem a "padoca" paulistana, mas é como se fosse. Pedi para o cara do balcão um café.
Ele parou com dois recipientes na mão e disse.
- Qto?
-Como assim?
-Qto oras, qto de leite?
- Nãao, para mim é um café puro mesmo.
- Ah tá agora entendi.
-Quero um pão na chapa também , por favor.
Aquela viradinha básico para o outro cara:
-E eu queria é um 69 bem gostoso...
- OLOKO MOÇO, mas A ESSA HORA!
Outro atendente rindo, tentando disfarçar.
- Caramba que animado! (ponha uma carinha)
- O que?Agora que não entendi nada!
-Ah mas você entendeu sim!
Nisso já ríamos todos e o outro nem disfarçava mais.
- Eu ouvi! hahahaha
Pensa num cidadão grande que ficou sem graça?
Achei bom, achei energético. Ele faria . Certeza.
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22 de maio de 2013
UPDATE
Cá estou eu, em casa, que é temporariamente minha, sentada na minha cama, com internet TV a cabo e tudo.
Conversando com meu irmão que está longe, esperando o amigo chato do meu namorado (não sei ainda como nos chamar po, que troço chato isso de rótulo) ir embora , com saudades de todas as nossas palhaçadas. Saudades é um troço chato.
Mas cá estamos , adultos, felizes, voando, querendo, amando, transando talvez, não quero saber po é meu irmão, vivendo...
Muito obrigada.
Eu amo.
Conversando com meu irmão que está longe, esperando o amigo chato do meu namorado (não sei ainda como nos chamar po, que troço chato isso de rótulo) ir embora , com saudades de todas as nossas palhaçadas. Saudades é um troço chato.
Mas cá estamos , adultos, felizes, voando, querendo, amando, transando talvez, não quero saber po é meu irmão, vivendo...
Muito obrigada.
Eu amo.
14 de junho de 2012
Abrindo os 7 Chakras
Resolvi postar para ter sempre , porque é fofo e didático! ;)
Assistam!
http://www.videolog.tv/video.php?id=459568
Abrindo Os Sete Chakras - [Desenho AVATAR] por dse_gatinha18 no Videolog.tv.
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18 de agosto de 2011
A árvore
O Osho me contou que os aborígenes há alguns séculos possuiam o conhecimento de conversar com as árvores. Algumas delas eram usadas como mensageiras. Tipo um telefone. O pai mandava a mensagem para o filho pela árvore e no outro povoado ele ouvia o tal recado. Com o tempo e com os brancos, isso foi perdido.
Nessa época do ano as árvores aqui em São Paulo mostram seu esplendor, e faz um bonito contraste com toda essa cidade suja e cinzenta. Os Ipês roxo são os que mais me agradam. São flores fofas, as que caem no chão formam um tapete mágico, parecem algodão doce nos galhos.
Eu não tenho o poder de conversar com elas. Mas que felicidade elas me trazem.
Numa noite, observamos do portão, em um estacionamento o movimento que ela fazia, o som que ela emitia. E uma palavra resumiu tudo: soberana. Ela era soberana. Ela dizia e mostrava que era a maior. Conversava conosco com o balanço de suas folhas. Exalava seu perfume de mato. Era um pedaço da natureza. Eu entendi a mensagem.
2 de setembro de 2009
22 de agosto de 2009
Jogo da vida, sabe aquele lá q vc é feliz casando e juntando dinheiro? Failed.
De vez em quando meus amigos me deixam com a "pulga atrás da orelha", expressão da época do "guaraná com rolha" que serve deveras para o momento.
Uma (Mieko) diz que sou psicopata, inconstância é insatisfação. Outro diz que "não se concerta o que nasce com defeito" , pondo fim ao meu sonho dourado de casar, formar família e ser uma pessoa feliz na vida careta (será?). Minto não quero ter filhos, família de dois com sobrinhos diversos, pode ser.
Oras pra mim parece óbvio que sou psicop, digo, que a insatisfação é constante na minha vida, mesmo na vida inconstante (pegou o trocadilho?). Pessoas nos decepcionam o tempo todo, dinheiro não sobra, amores não são verdadeiros.
Passamos a vida jogando, driblando, mentindo, escondendo sentimentos, fingindo orgasmos, sorrindo pra estranhos, vestindo a moda, e alguns outros encarnando personagem pois pra esses ser o que se é, é perigoso.
Não ligar na hora errada, não aparecer sem avisar, não fazer surpresas, não falar de sentimentos.
Tudo programado para dar certo, fazer tudo do jeito certo, e, claro, sempre dá merda.
As pessoas gostam desse jogo.
Se não posso ser verdadeira como ser feliz?
Talvez eu tenha nascido errada, talvez eu seja (ó vida) a enviada torta de Plutão, para passear na terra e dizer em todos os minutos: eu não estou entendendo nada.
E então me respondem:hei, isso aqui está assim há séculos quem é você para falar alguma coisa?
Muito justo seu terráqueo, deixo você com suas satisfações mundanas, estou voltando para a minha terra. Antes de tomar a decisão final, tentarei os classificados: - Procuro plutoniano(a), bonito(a), que queria dividir aflições tão plutonianas quando as minhas pra quem sabe conseguir ser feliz.
Grata.
Uma (Mieko) diz que sou psicopata, inconstância é insatisfação. Outro diz que "não se concerta o que nasce com defeito" , pondo fim ao meu sonho dourado de casar, formar família e ser uma pessoa feliz na vida careta (será?). Minto não quero ter filhos, família de dois com sobrinhos diversos, pode ser.
Oras pra mim parece óbvio que sou psicop, digo, que a insatisfação é constante na minha vida, mesmo na vida inconstante (pegou o trocadilho?). Pessoas nos decepcionam o tempo todo, dinheiro não sobra, amores não são verdadeiros.
Passamos a vida jogando, driblando, mentindo, escondendo sentimentos, fingindo orgasmos, sorrindo pra estranhos, vestindo a moda, e alguns outros encarnando personagem pois pra esses ser o que se é, é perigoso.
Não ligar na hora errada, não aparecer sem avisar, não fazer surpresas, não falar de sentimentos.
Tudo programado para dar certo, fazer tudo do jeito certo, e, claro, sempre dá merda.
As pessoas gostam desse jogo.
Se não posso ser verdadeira como ser feliz?
Talvez eu tenha nascido errada, talvez eu seja (ó vida) a enviada torta de Plutão, para passear na terra e dizer em todos os minutos: eu não estou entendendo nada.
E então me respondem:hei, isso aqui está assim há séculos quem é você para falar alguma coisa?
Muito justo seu terráqueo, deixo você com suas satisfações mundanas, estou voltando para a minha terra. Antes de tomar a decisão final, tentarei os classificados: - Procuro plutoniano(a), bonito(a), que queria dividir aflições tão plutonianas quando as minhas pra quem sabe conseguir ser feliz.
Grata.
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24 de março de 2009
Show do Radiohead
Tudo o que eu escrever aqui sobre eles parecerá sentimental demais. Por isso esperei tantos dias para escrever, para ver se passava minha euforia.

Não adiantou. Talvez algumas pessoas que gostam de aporrinhar a vida alheia não entendam. Talvez achem coisa de adolescente. E se for também, pouco me importa. Pouco importa se vai soar clichê, mas foi o melhor show da minha vida. E foi o que eu mais esperei também, cerca de 10 anos. E para uma espera de 10 anos foi pouco tempo de show, mas aproveitei cada minuto.
Eu só queria ter 15 cm a mais para poder ver melhor Tom Yorke e trupe igualmente foda.
Estava entre amigos, meu irmão, meu amor. Não poderia ser melhor.
Radiohead marcou minha adolescência, claro. Fez pensar, fez chorar , fez sentir. Quanto tempo você não ouve uma música que te traz esses sentimentos? Quanto tempo uma música não te faz sorrir e chorar? Radiohead nos trouxe isso. Trouxe de volta muitos sentimentos que estavam perdidos. Trouxe de volta um pouco da minha essência, daquelas que eu tinha jogado fora e renegado.
Depois do show não dormimos. Eu pensei, e de novo vou me reavaliar.
Falando do show propriamente dito, como sempre, organização uma piada. Banheiros nojentos, filas enormes e quase saímos esmagados.

Mas eu nunca vi em show um som tão bom. Houve dinâmica (musical). Claro que grande parte pela banda, mas via-se e ouvia-se bem. Um milagre. Os efeitos de palco eram hipnotizadores. Meu amigo disse que parecia que estava num sonho, e foi basicamente isso. Radiohead tratou bem o público, trouxe o mesmo palco, e melhorou o repertório porque em outros lugares não tocaram o último bis.
Certamente foi um show que agradou quem gosta de música. De música tocada pela música.
E agora é esperar mais "vai saber" quanto anos por um retorno!
You are all I need
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I'm in the middle of your picture
Lying in the leaves

Não adiantou. Talvez algumas pessoas que gostam de aporrinhar a vida alheia não entendam. Talvez achem coisa de adolescente. E se for também, pouco me importa. Pouco importa se vai soar clichê, mas foi o melhor show da minha vida. E foi o que eu mais esperei também, cerca de 10 anos. E para uma espera de 10 anos foi pouco tempo de show, mas aproveitei cada minuto.
Eu só queria ter 15 cm a mais para poder ver melhor Tom Yorke e trupe igualmente foda.
Estava entre amigos, meu irmão, meu amor. Não poderia ser melhor.
Radiohead marcou minha adolescência, claro. Fez pensar, fez chorar , fez sentir. Quanto tempo você não ouve uma música que te traz esses sentimentos? Quanto tempo uma música não te faz sorrir e chorar? Radiohead nos trouxe isso. Trouxe de volta muitos sentimentos que estavam perdidos. Trouxe de volta um pouco da minha essência, daquelas que eu tinha jogado fora e renegado.
Depois do show não dormimos. Eu pensei, e de novo vou me reavaliar.
Falando do show propriamente dito, como sempre, organização uma piada. Banheiros nojentos, filas enormes e quase saímos esmagados.

Mas eu nunca vi em show um som tão bom. Houve dinâmica (musical). Claro que grande parte pela banda, mas via-se e ouvia-se bem. Um milagre. Os efeitos de palco eram hipnotizadores. Meu amigo disse que parecia que estava num sonho, e foi basicamente isso. Radiohead tratou bem o público, trouxe o mesmo palco, e melhorou o repertório porque em outros lugares não tocaram o último bis.
Certamente foi um show que agradou quem gosta de música. De música tocada pela música.
E agora é esperar mais "vai saber" quanto anos por um retorno!
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19 de janeiro de 2009
Seis da tarde na Ilha do Cardoso
Além de ser o horário propício para os ataques de mosquitos faminto, é hora, já marcada, do futebol no campinho de areia.
E daí que vemos que há gente na Ilha!
Não importa o quão remoto futebol, no Brasil, é linguagem universal.
Mas percebo as diferenças do futebol da cidade grande. Aqui as pessoas jogam sorrindo. Os palavrões,quando consigo entender, porque eita sotaque enrolado!, não são dirigidos, apenas palavrões do jogo. Não houve brigas, e até os meninos estavam no meio.
As moças estavam sentadas, observando, a maioria já casadas (e com filhos) dos jogadores.
Conversando com uma senhora ela me contou o caso que do outro lado do rio, já Paraná, também tinha o jogo às seis, mas pararam, pois um rapaz, durante a partida, quebrou a perna em três lugares! Desde então os que não aguentam de vontade de jogar, atravessam o rio de canoa. Mas ela morre de medo, vai que acontece com o marido ou filho ou sobrinho, a mesma coisa!
Os turistas que estão hospedados aqui também jogaram. E da bem pra perceber quem são os turistas. O povo daqui, além de queimados pelo sol, claro, tem traços indígenas, pelo menos eu acho que tem. Principalmente o Luís. O Luís era aclamado no jogo pelos outros. É um senhor Atarracado, de pescoço para dentro e cabeça grande. Eles gostam dele, não me pergunte o porquê.Acredito que quando tem futebol as pessoas mudam. Até o rapazinho de onde estamos hospedados, todo tímido, bem caipira, chegou a conversar com a gente, animado. Vai saber como é seu Luís fora do campo.
O jogo só acabou porque o sol resolveu descansar um pouco (pois ele se põe às 20:30) e a bola se arremessada longe, como foi diversas vezes, podia não ser mais encontrada. E deve dar um senhor trabalho comprar outra, uma vez que a mercearia local vende só cerveja, pipoca doce e cigarros Kirby.
Do mesmo modo que apareceram do meio do mato, se foram mato adentro.
Não acabo sem contar a digna observação do nosso colega turista, dizendo que a competição é injusta pois os pés nativos possuem o dobro da largura e espessura. Pés preparados para areia, já os nossos, pros sapatos.
PS. Uma das turistas tirou foto (claro, eu estava sem minha máquina), trocamos emails, mas até o momento ela não me passou a foto! Quando tiver, ilustro nesse espaço!
E daí que vemos que há gente na Ilha!
Não importa o quão remoto futebol, no Brasil, é linguagem universal.
Mas percebo as diferenças do futebol da cidade grande. Aqui as pessoas jogam sorrindo. Os palavrões,quando consigo entender, porque eita sotaque enrolado!, não são dirigidos, apenas palavrões do jogo. Não houve brigas, e até os meninos estavam no meio.
As moças estavam sentadas, observando, a maioria já casadas (e com filhos) dos jogadores.
Conversando com uma senhora ela me contou o caso que do outro lado do rio, já Paraná, também tinha o jogo às seis, mas pararam, pois um rapaz, durante a partida, quebrou a perna em três lugares! Desde então os que não aguentam de vontade de jogar, atravessam o rio de canoa. Mas ela morre de medo, vai que acontece com o marido ou filho ou sobrinho, a mesma coisa!
Os turistas que estão hospedados aqui também jogaram. E da bem pra perceber quem são os turistas. O povo daqui, além de queimados pelo sol, claro, tem traços indígenas, pelo menos eu acho que tem. Principalmente o Luís. O Luís era aclamado no jogo pelos outros. É um senhor Atarracado, de pescoço para dentro e cabeça grande. Eles gostam dele, não me pergunte o porquê.Acredito que quando tem futebol as pessoas mudam. Até o rapazinho de onde estamos hospedados, todo tímido, bem caipira, chegou a conversar com a gente, animado. Vai saber como é seu Luís fora do campo.
O jogo só acabou porque o sol resolveu descansar um pouco (pois ele se põe às 20:30) e a bola se arremessada longe, como foi diversas vezes, podia não ser mais encontrada. E deve dar um senhor trabalho comprar outra, uma vez que a mercearia local vende só cerveja, pipoca doce e cigarros Kirby.
Do mesmo modo que apareceram do meio do mato, se foram mato adentro.
Não acabo sem contar a digna observação do nosso colega turista, dizendo que a competição é injusta pois os pés nativos possuem o dobro da largura e espessura. Pés preparados para areia, já os nossos, pros sapatos.
PS. Uma das turistas tirou foto (claro, eu estava sem minha máquina), trocamos emails, mas até o momento ela não me passou a foto! Quando tiver, ilustro nesse espaço!
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12 de janeiro de 2009
De volta...
Depois de passar alguns dias em Búzios, senti que São Paulo ainda não estava pra mim, e resolvi passar mais alguns dias na Ilha do Cardoso.
Posso dizer que não estou feliz em estar de volta. Não senti falta da cidade. Aliás, depois que cheguei vi que não preciso de tanta luz elétrica, nem de tanta água saindo do chuveiro quente, nem de tanta variedade de comida, nem de tantas roupas que eu tenho no armário. Achei o meu banheiro muito claro, meu quarto muito grande e as comidas que estavam na geladeira de plástico. E que a tecnologia não tem grande serventia. Não senti falta desse blog. Nem de olhar o orkut, nem de msn. E que na verdade eles me atrapalham. Ao pegar o primeiro metrô - ônibus novamente, vi que as pessoas são muito mal-educadas, estressadas e que essa cidade não comporta mais ninguém.
O que aconteceu,então, com a minha São Paulo, que eu tanto amava?
São Paulo não é meu ideal de felicidade, mas ideal de ambição. Tudo acontece aqui, aqui é fácil ganhar dinheiro, comparado com os outros lugares do Brasil. Mas a que custo não? Cada dia mais São Paulo me sufoca, tudo aqui é preso, tudo aqui é apertado, poluído, tudo você depende de condução, de locomoção, é impossível até andar de bicicleta por aqui. Violência, pensar que "não posso ir em tal lugar a tal hora" porque é perigoso. Estou realmente farta.
Ao mesmo tempo de mãos atadas. É hora de ser ambiciosa ou feliz? Velho dilema.
Os posts que seguem serão referentes a viagem, ou que eu escrevi por lá, redescobri a folha de papel e a caneta, e posso dizer que não os largarei, pois as idéias fluem melhor por lá .
Posso dizer que não estou feliz em estar de volta. Não senti falta da cidade. Aliás, depois que cheguei vi que não preciso de tanta luz elétrica, nem de tanta água saindo do chuveiro quente, nem de tanta variedade de comida, nem de tantas roupas que eu tenho no armário. Achei o meu banheiro muito claro, meu quarto muito grande e as comidas que estavam na geladeira de plástico. E que a tecnologia não tem grande serventia. Não senti falta desse blog. Nem de olhar o orkut, nem de msn. E que na verdade eles me atrapalham. Ao pegar o primeiro metrô - ônibus novamente, vi que as pessoas são muito mal-educadas, estressadas e que essa cidade não comporta mais ninguém.
O que aconteceu,então, com a minha São Paulo, que eu tanto amava?
São Paulo não é meu ideal de felicidade, mas ideal de ambição. Tudo acontece aqui, aqui é fácil ganhar dinheiro, comparado com os outros lugares do Brasil. Mas a que custo não? Cada dia mais São Paulo me sufoca, tudo aqui é preso, tudo aqui é apertado, poluído, tudo você depende de condução, de locomoção, é impossível até andar de bicicleta por aqui. Violência, pensar que "não posso ir em tal lugar a tal hora" porque é perigoso. Estou realmente farta.
Ao mesmo tempo de mãos atadas. É hora de ser ambiciosa ou feliz? Velho dilema.
Os posts que seguem serão referentes a viagem, ou que eu escrevi por lá, redescobri a folha de papel e a caneta, e posso dizer que não os largarei, pois as idéias fluem melhor por lá .
4 de dezembro de 2008
Diário da desempregada, parte 1
Não faz 15 dias ainda. Mas já posso dar uma prévia do que é a minha nova vida de desempregada.
Como já dito antes, não estou desesperada, pois vou receber um dinheiro que posso me dar ao luxo de tirar férias.
Acordo mal. É como se faltasse algo, como se eu não estivesse cumprindo com o meu dever cívico de cidadã do bem, fazendo a sociedade alavancar. Pura maluquice.
Desde quando trabalhar engrandece o homem? Fizeram-nos acreditar nisso não foi?
Eu fiz um curso na faculdade do qual eu achei que traria algum retorno financeiro. Ciências da Computação. Muito respeitado. Até hoje as pessoas me olham com um olhar de UOU quando falo que fiz. Com o tempo eu passei a odiar aquilo. Odiava mesmo. E apesar de acumular 5 DPs eu não parei. Minha mãe dizia que era importante que eu continuasse. E como eu odiava aquilo, como me fazia mal. Talvez algum dia essa faculdade me traga algum benefício, a gente nunca sabe o que o futuro nos reserva, mas terminá-la foi muito dolorido para mim. Eu não arrumei um emprego na área. Mesmo assim consegui um estágio, que foi esse último emprego que eu tinha, onde eu conheci pessoas maravilhosas e fiz amizades que espero que sejam eternas. Talvez tenha sido esse o papel dela não é mesmo?
A questão é que na minha vida toda eu nunca soube o que eu queria "ser quando eu crescer". Não fui estimulada a pensar nisso. "Faça uma coisa que te dê prazer" me diziam, "contanto que dê algum dinheiro", pois não podemos te bancar, era como se dissessem. E não podiam mesmo. E então para fazer a faculdade de um curso UAU, que eu achava que daria algum retorno financeiro, comecei a trabalhar.
Arrumar o primeiro emprego de verdade talvez seja uma das coisas mais difíceis e traumáticas para as pessoas. Para mim não foi diferente. Sentia - me uma idiota completa por colocar aquela roupa social "de fazer entrevista" e ficar dando sorrisos idiotas para conseguir um emprego. Demorou uns 10 meses. E, que eu lembre, 3 entrevistas. Auxiliar administrativo, um salário que dava para pagar metade dos estudos, e do lado da minha casa.
No começo foi bom para mim, porém obviamente não era o que eu queria, e no final das contas eu estava fazendo o trabalho de oito pessoas, e recebendo por meia.
Eu tenho o terrível defeito de me acomodar. Eu sei disso, sou uma acomodada filha da puta.
Fiquei 5 anos no mesmo emprego, 6 anos e meio no meu relacionamento amoroso, vendo a vida passar e eu me estagnar.
Ou seja, todo esse tempo, minha adolescência inteira, eu não viajei, não aproveitei, não curti nada do que deveria, e quando comecei a trabalhar, toda a grana era única e exclusiva para pagar a faculdade que não me satisfazia e não me engrandecia como pessoa.
Eu não culpo de maneira alguma as outras pessoas envolvidas nisso. A principal culpada sou eu mesma. Eu sempre tive esse ar ameaçador e essa rebelde dentro de mim, mas, na maioria das vezes, nunca tenho a iniciativa de mudar. Por medo? Talvez. Por querer mostrar que sou independente dos meus pais? Pode ser também. Por exemplos? Quem sabe?
Eu tinha dores de estômago terríveis nessa época. Não conseguia acordar no horário, mesmo morando a 5 minutos do local de trabalho. Era infeliz. Era triste, triste mesmo ser tão nova, sentir que a vida nunca iria mudar.
Mas às vezes a vida está do nosso lado, e resolve dar uma mão. E é quando você acorda para o que está acontecendo, e eu sou assim, acordei e vou mudar.
Terminei o meu relacionamento. Eu não era feliz, não estava fazendo a pessoa feliz, não podia continuar com aquilo, apesar de todo meu amor e carinho pela pessoa. O sofrimento foi arrasador. Ainda é ruim pensar nisso, muito ruim. Mas passou e acredito que estamos melhores hoje. Eu pelo menos posso ser quem eu sou de verdade. Isso já é uma vitória.
Depois disso comecei a enviar currículo e fazer toda aquela palhaçada, passar por entrevistas ridículas das quais as pessoas querem te humilhar. Existe muito.
Então fiz a entrevista para esse estágio. Achava que não tinha passado, pois numa segunda feira recebi um email dizendo que o processo seletivo tinha sido encerrado. Lembro que já havia conhecido meu atual namorado, e naquela segunda eu chorei igual criança com ele, dentro do carro.
E então na quarta-feira meu chefe da época me deu o maior esporro, sem qualquer motivo. Se eu acreditasse em deus, diria que foi bem uma pegadinha dele.
Eu iria pedir demissão. Estava tentando falar com minha mãe, quando meu telefone tocou. - Você passou no nosso processo seletivo sabia?
Que felicidade. Enxuguei minhas lágrimas de raiva.
A minha vontade era falar poucas e boas. Às vezes o silêncio é mais arrasador.
No dia seguinte, não houve acordo, portanto EU ME DEMITO.
Segundo o chefe, não havia motivo para eu sair correndo de lá, talvez ele aprenda a não mais humilhar as pessoas. Bem, eles nunca aprendem não é?
Foi quando comecei a trabalhar nessa empresa. Logo vi que apesar de ser estágio, não aprenderia nada na minha área. Mas precisava, pois era obrigatório.
Senti a mesma desilusão depois de algum tempo. Será que eu estava fadada a ganhar pouco, trabalhar muito e não ser reconhecida? E então meu salário aumentou, bem como minhas responsabilidades.
Mas eu não me sentia realizada. O dinheiro me deixava feliz, porém não realizada.
Novamente por conta disso e junto com outros motivos, senti que estava infeliz outra vez. E isso acumula noites viradas, ressacas e atrasos.
E numa das minhas bebedeiras, conversando com uma pessoa muito querida, (de novo a vida deu uma mão pra mim e trouxe essa pessoa querida) ela me disse para não perder meu rumo. Eu não tenho filhos, nem uma casa pra sustentar, posso aproveitar um pouco mais de meus pais, então para que tentar algo que me faça infeliz ao invés de começar tudo de novo? Não perca sua chance, não desperdice seu talento, vá em frente.
Novamente tive que pensar. Novamente dores, novamente senti que chegaria até o fundo do poço. Como descobrir o que quero fazer, se é isso que estou tentando a vida toda?
Foi quando eu deixei o meu orgulho besta de lado e decidi que vou escrever. Para mim, admitir isso era como quando a gente é criança e fala que vai ser astronauta, sabe? Os adultos acham bonitinho, mas sabem ser impossível. Pois eu decidi que vou viver de escrever, e se não der certo, eu tentei. E para tentar, decidi que vou prestar vestibular para jornalismo. Tinha 3 meses para estudar. E voltou a bater o desânimo, pois com o trabalho eu não conseguia me organizar.
Isso porque funciona assim, quando uma coisa te puxa para baixo, a conseqüência são todas as outras acompanharem. Seu namoro ta uma merda, vai refletir no trabalho, o trabalho te suga, vai refletir na saúde e assim por diante.
E então, na primeira crise, houve cortes, e eu me vi pela primeira vez desempregada.
Eu sei da minha competência, eu batia as metas, fazia meus números. Pois não foi o suficiente. Desempregada.
Pela primeira vez na minha vida eu tenho a oportunidade de fazer o que eu quero. Estou estudando, sem grandes pretensões para esse ano, é verdade, mas eu tenho isso em mente. Não estaria bem se não fosse isso. Eu vou viver de escrever. Posso ter um sonho. Talvez muitos de vocês saibam o que é isso, e se não souberem , procurem. É uma sensação ótima. Poder sonhar, poder fazer planos. Dá um medo terrível também isso lá é verdade, vide as minhas manhãs depressivas. Mas eu ainda posso lutar.
Nunca desistir e nunca me acomodar. Nunca mais "sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar".
Tenho dito. A sensação de recomeço é impagável!
Como já dito antes, não estou desesperada, pois vou receber um dinheiro que posso me dar ao luxo de tirar férias.
Acordo mal. É como se faltasse algo, como se eu não estivesse cumprindo com o meu dever cívico de cidadã do bem, fazendo a sociedade alavancar. Pura maluquice.
Desde quando trabalhar engrandece o homem? Fizeram-nos acreditar nisso não foi?
Eu fiz um curso na faculdade do qual eu achei que traria algum retorno financeiro. Ciências da Computação. Muito respeitado. Até hoje as pessoas me olham com um olhar de UOU quando falo que fiz. Com o tempo eu passei a odiar aquilo. Odiava mesmo. E apesar de acumular 5 DPs eu não parei. Minha mãe dizia que era importante que eu continuasse. E como eu odiava aquilo, como me fazia mal. Talvez algum dia essa faculdade me traga algum benefício, a gente nunca sabe o que o futuro nos reserva, mas terminá-la foi muito dolorido para mim. Eu não arrumei um emprego na área. Mesmo assim consegui um estágio, que foi esse último emprego que eu tinha, onde eu conheci pessoas maravilhosas e fiz amizades que espero que sejam eternas. Talvez tenha sido esse o papel dela não é mesmo?
A questão é que na minha vida toda eu nunca soube o que eu queria "ser quando eu crescer". Não fui estimulada a pensar nisso. "Faça uma coisa que te dê prazer" me diziam, "contanto que dê algum dinheiro", pois não podemos te bancar, era como se dissessem. E não podiam mesmo. E então para fazer a faculdade de um curso UAU, que eu achava que daria algum retorno financeiro, comecei a trabalhar.
Arrumar o primeiro emprego de verdade talvez seja uma das coisas mais difíceis e traumáticas para as pessoas. Para mim não foi diferente. Sentia - me uma idiota completa por colocar aquela roupa social "de fazer entrevista" e ficar dando sorrisos idiotas para conseguir um emprego. Demorou uns 10 meses. E, que eu lembre, 3 entrevistas. Auxiliar administrativo, um salário que dava para pagar metade dos estudos, e do lado da minha casa.
No começo foi bom para mim, porém obviamente não era o que eu queria, e no final das contas eu estava fazendo o trabalho de oito pessoas, e recebendo por meia.
Eu tenho o terrível defeito de me acomodar. Eu sei disso, sou uma acomodada filha da puta.
Fiquei 5 anos no mesmo emprego, 6 anos e meio no meu relacionamento amoroso, vendo a vida passar e eu me estagnar.
Ou seja, todo esse tempo, minha adolescência inteira, eu não viajei, não aproveitei, não curti nada do que deveria, e quando comecei a trabalhar, toda a grana era única e exclusiva para pagar a faculdade que não me satisfazia e não me engrandecia como pessoa.
Eu não culpo de maneira alguma as outras pessoas envolvidas nisso. A principal culpada sou eu mesma. Eu sempre tive esse ar ameaçador e essa rebelde dentro de mim, mas, na maioria das vezes, nunca tenho a iniciativa de mudar. Por medo? Talvez. Por querer mostrar que sou independente dos meus pais? Pode ser também. Por exemplos? Quem sabe?
Eu tinha dores de estômago terríveis nessa época. Não conseguia acordar no horário, mesmo morando a 5 minutos do local de trabalho. Era infeliz. Era triste, triste mesmo ser tão nova, sentir que a vida nunca iria mudar.
Mas às vezes a vida está do nosso lado, e resolve dar uma mão. E é quando você acorda para o que está acontecendo, e eu sou assim, acordei e vou mudar.
Terminei o meu relacionamento. Eu não era feliz, não estava fazendo a pessoa feliz, não podia continuar com aquilo, apesar de todo meu amor e carinho pela pessoa. O sofrimento foi arrasador. Ainda é ruim pensar nisso, muito ruim. Mas passou e acredito que estamos melhores hoje. Eu pelo menos posso ser quem eu sou de verdade. Isso já é uma vitória.
Depois disso comecei a enviar currículo e fazer toda aquela palhaçada, passar por entrevistas ridículas das quais as pessoas querem te humilhar. Existe muito.
Então fiz a entrevista para esse estágio. Achava que não tinha passado, pois numa segunda feira recebi um email dizendo que o processo seletivo tinha sido encerrado. Lembro que já havia conhecido meu atual namorado, e naquela segunda eu chorei igual criança com ele, dentro do carro.
E então na quarta-feira meu chefe da época me deu o maior esporro, sem qualquer motivo. Se eu acreditasse em deus, diria que foi bem uma pegadinha dele.
Eu iria pedir demissão. Estava tentando falar com minha mãe, quando meu telefone tocou. - Você passou no nosso processo seletivo sabia?
Que felicidade. Enxuguei minhas lágrimas de raiva.
A minha vontade era falar poucas e boas. Às vezes o silêncio é mais arrasador.
No dia seguinte, não houve acordo, portanto EU ME DEMITO.
Segundo o chefe, não havia motivo para eu sair correndo de lá, talvez ele aprenda a não mais humilhar as pessoas. Bem, eles nunca aprendem não é?
Foi quando comecei a trabalhar nessa empresa. Logo vi que apesar de ser estágio, não aprenderia nada na minha área. Mas precisava, pois era obrigatório.
Senti a mesma desilusão depois de algum tempo. Será que eu estava fadada a ganhar pouco, trabalhar muito e não ser reconhecida? E então meu salário aumentou, bem como minhas responsabilidades.
Mas eu não me sentia realizada. O dinheiro me deixava feliz, porém não realizada.
Novamente por conta disso e junto com outros motivos, senti que estava infeliz outra vez. E isso acumula noites viradas, ressacas e atrasos.
E numa das minhas bebedeiras, conversando com uma pessoa muito querida, (de novo a vida deu uma mão pra mim e trouxe essa pessoa querida) ela me disse para não perder meu rumo. Eu não tenho filhos, nem uma casa pra sustentar, posso aproveitar um pouco mais de meus pais, então para que tentar algo que me faça infeliz ao invés de começar tudo de novo? Não perca sua chance, não desperdice seu talento, vá em frente.
Novamente tive que pensar. Novamente dores, novamente senti que chegaria até o fundo do poço. Como descobrir o que quero fazer, se é isso que estou tentando a vida toda?
Foi quando eu deixei o meu orgulho besta de lado e decidi que vou escrever. Para mim, admitir isso era como quando a gente é criança e fala que vai ser astronauta, sabe? Os adultos acham bonitinho, mas sabem ser impossível. Pois eu decidi que vou viver de escrever, e se não der certo, eu tentei. E para tentar, decidi que vou prestar vestibular para jornalismo. Tinha 3 meses para estudar. E voltou a bater o desânimo, pois com o trabalho eu não conseguia me organizar.
Isso porque funciona assim, quando uma coisa te puxa para baixo, a conseqüência são todas as outras acompanharem. Seu namoro ta uma merda, vai refletir no trabalho, o trabalho te suga, vai refletir na saúde e assim por diante.
E então, na primeira crise, houve cortes, e eu me vi pela primeira vez desempregada.
Eu sei da minha competência, eu batia as metas, fazia meus números. Pois não foi o suficiente. Desempregada.
Pela primeira vez na minha vida eu tenho a oportunidade de fazer o que eu quero. Estou estudando, sem grandes pretensões para esse ano, é verdade, mas eu tenho isso em mente. Não estaria bem se não fosse isso. Eu vou viver de escrever. Posso ter um sonho. Talvez muitos de vocês saibam o que é isso, e se não souberem , procurem. É uma sensação ótima. Poder sonhar, poder fazer planos. Dá um medo terrível também isso lá é verdade, vide as minhas manhãs depressivas. Mas eu ainda posso lutar.
Nunca desistir e nunca me acomodar. Nunca mais "sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar".
Tenho dito. A sensação de recomeço é impagável!
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21 de novembro de 2008
Aquela vontadezinha...
Deu uma vontadezinha de abrir a janela, espreguiçar, mas não ver a janela do prédio do vizinho. Queria a vista pro mar, a brisa do mar, o sol da manhã, entrando no quarto, batendo na cama iluminado um pouco aquilo que eu chamo de vida. Deixar o sol entrar e dormir mais feliz.
Ô vontade de acordar mais cedo que você, só pra te ver dormindo e pensar, caralho de homem bonito. Caralho! Quem sabe fazer um cafuné, quem sabe ganhar carinho, dormir de conchinha. Quem sabe?
Não ter que sair correndo de manhã,poder tomar um café, torradas com cream cheese, um pedaço de melão doce e suco natural de goiaba. Trabalhar porque além de ter que, gostar de. Gostar de trabalhar.
E aquela vontade de ficar horas e horas conversando com a melhor amiga, sobre todas as aventuras já vividas, rir e rir e rir! Até de madrugada, até clarear de novo.
Chamar aquela pessoa que você gosta mesmo, ficar no bar até acabar a garrafa de Jack Daniels, falando todos os tipo de merda possível, discutir política e Dosto, beber sem passar mal, fumar sem dar câncer.
Passar o fim de semana assistindo os filmes prediletos comendo pipoca com Sazon e guaraná. Ter tempo hábil (minha nossa!) para ler livros.
Tempo, ter tempo pra se fazer o que gosta.
Tô com uma vontadezinha de descobrir amor. De poder ligar sem se preocupar, de escrever cartas , de deixar recadinhos apaixonados, de comer brigadeiro junto. Desses amores para sempre enquanto duram.
De ter dinheiro suficiente para eu fazer o que quiser, mas não ligar para dinheiro em absoluto.
Ser feliz um pedaço, um pedaço do que é felicidade.
Descobrir o que é felicidade, utopia difícil.
Ô vontade de acordar mais cedo que você, só pra te ver dormindo e pensar, caralho de homem bonito. Caralho! Quem sabe fazer um cafuné, quem sabe ganhar carinho, dormir de conchinha. Quem sabe?
Não ter que sair correndo de manhã,poder tomar um café, torradas com cream cheese, um pedaço de melão doce e suco natural de goiaba. Trabalhar porque além de ter que, gostar de. Gostar de trabalhar.
E aquela vontade de ficar horas e horas conversando com a melhor amiga, sobre todas as aventuras já vividas, rir e rir e rir! Até de madrugada, até clarear de novo.
Chamar aquela pessoa que você gosta mesmo, ficar no bar até acabar a garrafa de Jack Daniels, falando todos os tipo de merda possível, discutir política e Dosto, beber sem passar mal, fumar sem dar câncer.
Passar o fim de semana assistindo os filmes prediletos comendo pipoca com Sazon e guaraná. Ter tempo hábil (minha nossa!) para ler livros.
Tempo, ter tempo pra se fazer o que gosta.
Tô com uma vontadezinha de descobrir amor. De poder ligar sem se preocupar, de escrever cartas , de deixar recadinhos apaixonados, de comer brigadeiro junto. Desses amores para sempre enquanto duram.
De ter dinheiro suficiente para eu fazer o que quiser, mas não ligar para dinheiro em absoluto.
Ser feliz um pedaço, um pedaço do que é felicidade.
Descobrir o que é felicidade, utopia difícil.
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