Toda vez que posto algo relacionado à sexualidade, drogas ou até a minha opinião (de ~esquerda, é claro) percebo que as pessoas com quem eu trabalhei nunca comentam , curtem ou interagem.
Eu mesma muitas vezes me podei de compartilhar coisas ou mesmo fotos minhas em momentos mais ~relaxados, porque ~vai que a fulana do RH vê.
Hoje, com o filme queimado pela fofa que carreguei para o hospital inconsciente , minha ex chefa, ou seja, com a desistência total do mundo corporativo ,estou bem cagando e andando pro que a fulana ou fulano da "empresa X" tem pra pensar de mim.
É libertador...
Ao mesmo tempo é triste saber que um funcionário não pode ter nem " a vida nas redes sociais", não podem se dar ao luxo de ter opinião, não podem postar foto da alegria do fim de semana enchendo a porra da fuça porque você é a imagem da empresa. MAS QUE PUTA BOBAGEM ESSA HEIN?
Imagem da empresa? Estão te pagando por isso? Eu hein gente, cada dia que passa as pessoas são menos humanas, mais modelos que acham que temos que seguir, mas que na verdade devemos NOS AFASTAR.
A vida é muito curta para você ser o que os outros querem que você seja.
Fim.
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17 de maio de 2016
Triste Constatação
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4 de abril de 2016
A Demissão - O ínicio
Primeiramente gostaria de dizer que se alguém se ofender com o que será comentado que me procure ou que me processe bem.
Porque não vão me tirar o direito de pelo menos desabafar.
A segunda coisa é que não irei questionar também o direito da empresa de não me manter no quadro. Isso é legitimo, se para o bem da empresa.
Vou separar em partes pois sempre que penso que a história acabou surge uma nova surpresa, sendo no meu bumbum, é claro.
A Copa, a Crise, a Dilma e a Incompetência
O ano é de Copa, a crise se anuncia, porém as empresas todas continuam investindo, principalmente as estrangeiras, alucinadas por uma propaganda enganosa ou por uma distância galáctica com a realidade brasileira. Era um ano de recessão já, porém pressionados por resultados em ano de copa, apesar das cartas já estarem todas marcadas para os fornecedores oficiais, as contratações foram feitas. Inclusive a minha.
A dissintonia entre os grupos era evidente. A incompetência dos que lideravam também. Porém esses foram mais espertos e pularam antes que a crise fosse para eles. Foi pra Dilma.
Muitas pessoas em certas áreas , poucas em outras, vendas previstas em reais não agradam quem ganha em dólares.
A verdade é que conto isso para dizer que, mesmo em épocas de crise, algumas decisões baseadas em uma evidente distância da realidade podem fazer uma empresa que parecia solida ruir. Navegar em mar tranquilo e ter crescimento de 100% baseado em 0% é fácil.
Não sobreviver a um ano de crise real significa que a sua solidez era só pelo mar azul, bastou uma marola pro barco começar a virar.
Coloquei em xeque a minha competência mas, seja por contratar uma incompetente , seja por não conseguir sobreviver a crise, a culpa é da empresa e de quem a dirige. Não entendo essa leniência que se tem com os cargos mais altos, como se a única responsabilidade destes fossem ser figuras decorativas e dar pinta em eventos.
Dava para ter superado? Dava. Mas mexeria com muitos egos, amizades e bolsos.
Vamos deixar o profissionalismo de lado, pois em ~épocas de crise é melhor salvar o nosso.
Parece que contei a história da sua vida também?
Sim, para mim esse é um evidente vício do profissionalismo brasileiro. Ou a falta dele. Não posso dizer por outras empresas em outros países, mas aqui é assim, o pessoal sempre vai contar mais que o profissional. Sempre.
É triste.
Me despeço do ínicio.
Porque não vão me tirar o direito de pelo menos desabafar.
A segunda coisa é que não irei questionar também o direito da empresa de não me manter no quadro. Isso é legitimo, se para o bem da empresa.
Vou separar em partes pois sempre que penso que a história acabou surge uma nova surpresa, sendo no meu bumbum, é claro.
A Copa, a Crise, a Dilma e a Incompetência
O ano é de Copa, a crise se anuncia, porém as empresas todas continuam investindo, principalmente as estrangeiras, alucinadas por uma propaganda enganosa ou por uma distância galáctica com a realidade brasileira. Era um ano de recessão já, porém pressionados por resultados em ano de copa, apesar das cartas já estarem todas marcadas para os fornecedores oficiais, as contratações foram feitas. Inclusive a minha.
A dissintonia entre os grupos era evidente. A incompetência dos que lideravam também. Porém esses foram mais espertos e pularam antes que a crise fosse para eles. Foi pra Dilma.
Muitas pessoas em certas áreas , poucas em outras, vendas previstas em reais não agradam quem ganha em dólares.
A verdade é que conto isso para dizer que, mesmo em épocas de crise, algumas decisões baseadas em uma evidente distância da realidade podem fazer uma empresa que parecia solida ruir. Navegar em mar tranquilo e ter crescimento de 100% baseado em 0% é fácil.
Não sobreviver a um ano de crise real significa que a sua solidez era só pelo mar azul, bastou uma marola pro barco começar a virar.
Coloquei em xeque a minha competência mas, seja por contratar uma incompetente , seja por não conseguir sobreviver a crise, a culpa é da empresa e de quem a dirige. Não entendo essa leniência que se tem com os cargos mais altos, como se a única responsabilidade destes fossem ser figuras decorativas e dar pinta em eventos.
Dava para ter superado? Dava. Mas mexeria com muitos egos, amizades e bolsos.
Vamos deixar o profissionalismo de lado, pois em ~épocas de crise é melhor salvar o nosso.
Parece que contei a história da sua vida também?
Sim, para mim esse é um evidente vício do profissionalismo brasileiro. Ou a falta dele. Não posso dizer por outras empresas em outros países, mas aqui é assim, o pessoal sempre vai contar mais que o profissional. Sempre.
É triste.
Me despeço do ínicio.
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21 de dezembro de 2015
A boa ação
Hoje fiz uma boa ação.
Ajudei uma senhorinha a atravessar a rua, andei com ela até o ponto e ajudei a entrar no ônibus.
Belas bosta, irá dizer o justiceiro, não fez mais que a obrigação.
Eu concordo totalmente.
Porém quantas vezes deixei de fazer isso pela pura falta de tempo?
Me senti tão feliz em poder ajuda-la e ver que ela ficou feliz também pois alguém pode dispor desse momento, plena São Paulo.
Estava chovendo muito. Parei num toldo da doceria. Ela me disse para arriar as calças para não molhar.
Eu queria andar debaixo do Minhocão.
É uma boa ideia eu queria também.
O farol fechou, vamos?
Vamos!
E eu na minha pressa habitual já ia largar a velha, a senhora quer ajuda? Não, vou sozinha, sem problemas.
Mas o Minhocão do Haddad tão aclamado pelos hipster Sta Cecília não é o local mais amigável para uma velhinha. E resolvi acompanha-la. Ela andava com uma muleta, devagaaar, porém toda style de viseira e blusinha verde, me contando que já estava com 90, falou que estava andando o dia todo, eu falei da minha avó e assim uma hora ela resolveu pegar no meu braço para atravessar o rio de esgoto que é São Paulo quando chove. Literalmente é esgoto brotando do cimento.
Demos muita sorte, pois o ônibus estava chegando e nós achamos que o motorista não iria nos esperar.
Eu puxei a velhinha, ô jóveeem sem noção, mas outras pessoas pararam o ônibus e no momento final perguntei o nome, Cida, Mariana, até mais, ela se foi, acenamos e eu fiquei emocionada.
Pude ser humana na cidade de São Paulo. Pude ser eu mesma, pude ter uma conversa.
Agradeço cada minuto.
E hoje é segunda feira. E quero viver!
Ajudei uma senhorinha a atravessar a rua, andei com ela até o ponto e ajudei a entrar no ônibus.
Belas bosta, irá dizer o justiceiro, não fez mais que a obrigação.
Eu concordo totalmente.
Porém quantas vezes deixei de fazer isso pela pura falta de tempo?
Me senti tão feliz em poder ajuda-la e ver que ela ficou feliz também pois alguém pode dispor desse momento, plena São Paulo.
Estava chovendo muito. Parei num toldo da doceria. Ela me disse para arriar as calças para não molhar.
Eu queria andar debaixo do Minhocão.
É uma boa ideia eu queria também.
O farol fechou, vamos?
Vamos!
E eu na minha pressa habitual já ia largar a velha, a senhora quer ajuda? Não, vou sozinha, sem problemas.
Mas o Minhocão do Haddad tão aclamado pelos hipster Sta Cecília não é o local mais amigável para uma velhinha. E resolvi acompanha-la. Ela andava com uma muleta, devagaaar, porém toda style de viseira e blusinha verde, me contando que já estava com 90, falou que estava andando o dia todo, eu falei da minha avó e assim uma hora ela resolveu pegar no meu braço para atravessar o rio de esgoto que é São Paulo quando chove. Literalmente é esgoto brotando do cimento.
Demos muita sorte, pois o ônibus estava chegando e nós achamos que o motorista não iria nos esperar.
Eu puxei a velhinha, ô jóveeem sem noção, mas outras pessoas pararam o ônibus e no momento final perguntei o nome, Cida, Mariana, até mais, ela se foi, acenamos e eu fiquei emocionada.
Pude ser humana na cidade de São Paulo. Pude ser eu mesma, pude ter uma conversa.
Agradeço cada minuto.
E hoje é segunda feira. E quero viver!
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19 de maio de 2015
Meu emprego
Toda vez que alguém me pergunta "qual a minha profissão" é sempre decepcionante.
Vejo isso na cara das pessoas.
Segue o diálogo:
- Então, no que você trabalha?
- Sou vendedora.
- Er, mas de que?
- De câmeras de segurança.
- (silencio ) ... ahhhh
- É estranho né?
- Olha, é diferente.
É-DI-FE-REN-TE
Também utilizado pra falar que você tem um emprego de merda.
Mas eu devo dizer que parte da culpa é minha.
Eu sou vendedora porra.
Devia vender a profissãode merda com algo legal também.
Meus colegas com certeza o fazem.
- Então, o que você faz daporra da sua vida?
- Sou gerente de contas.
- Hmm de banco?
- Não , não, atendo contas nomeadas, top. Clientes de segurança física.
- Nossa parece complexo.
-Coisa grande, coisa grande...
Viu? Nem foi tão difícil, foi?
Bem a verdade, uma das coisas que me dá mais paúra é gente que liga mais pro título do seu cartão de visitas do que pro ser humano que tá ali interagindo com você.
E tem hein?
Não tem emprego de merda também, a merda é ter que trabalhar não é minha gente?
Vejo isso na cara das pessoas.
Segue o diálogo:
- Então, no que você trabalha?
- Sou vendedora.
- Er, mas de que?
- De câmeras de segurança.
- (silencio ) ... ahhhh
- É estranho né?
- Olha, é diferente.
É-DI-FE-REN-TE
Também utilizado pra falar que você tem um emprego de merda.
Mas eu devo dizer que parte da culpa é minha.
Eu sou vendedora porra.
Devia vender a profissão
Meus colegas com certeza o fazem.
- Então, o que você faz da
- Sou gerente de contas.
- Hmm de banco?
- Não , não, atendo contas nomeadas, top. Clientes de segurança física.
- Nossa parece complexo.
-Coisa grande, coisa grande...
Viu? Nem foi tão difícil, foi?
Bem a verdade, uma das coisas que me dá mais paúra é gente que liga mais pro título do seu cartão de visitas do que pro ser humano que tá ali interagindo com você.
E tem hein?
Não tem emprego de merda também, a merda é ter que trabalhar não é minha gente?
Onde as pessoas acham que eu trabalho quando falo que vendo câmeras
Onde as pessoas acham que meus colegas trabalham sendo gerente de contas.
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1 de julho de 2009
A entrevista
Pode passar esmalte vermelho? Como vou tirar o piercing da sobrancelha? Tem aquele de preguinho pra por no nariz? Putiz, será que tô qualificada pra essa vaga? Mas o salário tá bom demais pra ser verdade ... Algo tem ai de errado. Deve ter 500 paus de desconto, no mínimo.
É vou de terninho. E vou alisar o cabelo.
Engane bem eles, como você me enganou.
Enganar? Eu só fui profissional.
Ser profissional significa ser outra pessoa né?
Bote a máscara e arrume emprego. Eu sou pontual, responsável e muito comunicativa. Da inteligência ninguém nunca quer saber, já reparou?
Sabe, amor, eu odeio isso de trabalhar, porque parece que eu sou uma outra pessoa por 8,9 ou 10 até mesmo 11 horas por dia. Isso me deixa mal. Eu gosto de ser eu mesma sabe?
Eu vou fazer sim. Vou tentar né? Não que eu esteja muito empolgada.
Não, não é mesmo o que eu gosto. O que vai se fazer? Peguei a última parcela do seguro desemprego hoje.
Mas quem disse que eu vou passar?
E se eu não passar?
Provável que eu não passe. Vai ser uma decepção, pensando bem...
É vou de terninho. E vou alisar o cabelo.
Engane bem eles, como você me enganou.
Enganar? Eu só fui profissional.
Ser profissional significa ser outra pessoa né?
Bote a máscara e arrume emprego. Eu sou pontual, responsável e muito comunicativa. Da inteligência ninguém nunca quer saber, já reparou?
Sabe, amor, eu odeio isso de trabalhar, porque parece que eu sou uma outra pessoa por 8,9 ou 10 até mesmo 11 horas por dia. Isso me deixa mal. Eu gosto de ser eu mesma sabe?
Eu vou fazer sim. Vou tentar né? Não que eu esteja muito empolgada.
Não, não é mesmo o que eu gosto. O que vai se fazer? Peguei a última parcela do seguro desemprego hoje.
Mas quem disse que eu vou passar?
E se eu não passar?
Provável que eu não passe. Vai ser uma decepção, pensando bem...
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22 de junho de 2009
Diário da Desempregada - não sei mais que parte
Então você acorda numa segunda feira e pensa: É, preciso trabalhar.
Primeiro você sente tonturas, depois um aperto no peito e uma ânsia de vômito. Melhor não.
Mas numa segunda feira pós porre o emprego parece não ser tão difícil.
E mandar pra empresas virtual de emprego.
Parece tão dificil. Mas depois de alguns anos de trabalho sei que aquele inglês fluente nunca será usado. Nem o conhecimento avançado de software X.
Mesmo assim procurar emprego dá medo.
Não só de encontrar (como vocês pensaram). Dá medo pois são todos iguais.
Tem o chefe filha-da-puta, a putinha relaxada que dá pro chefe, a tia gente boa do café, e um outro resto que quer mesmo é pisar no seu pescoço.
Eu não fui feita pra firma.
Mas tenho que pensar que não dependo dela pra viver.
E assim fica mais fácil procurar o tal emprego.
(Enquanto isso na sala de justiça eu decido , de novo, se faço jornalismo,pra trabalhar, ou história, pra massagear meu cérebro) Que zona.
Primeiro você sente tonturas, depois um aperto no peito e uma ânsia de vômito. Melhor não.
Mas numa segunda feira pós porre o emprego parece não ser tão difícil.
E mandar pra empresas virtual de emprego.
Parece tão dificil. Mas depois de alguns anos de trabalho sei que aquele inglês fluente nunca será usado. Nem o conhecimento avançado de software X.
Mesmo assim procurar emprego dá medo.
Não só de encontrar (como vocês pensaram). Dá medo pois são todos iguais.
Tem o chefe filha-da-puta, a putinha relaxada que dá pro chefe, a tia gente boa do café, e um outro resto que quer mesmo é pisar no seu pescoço.
Eu não fui feita pra firma.
Mas tenho que pensar que não dependo dela pra viver.
E assim fica mais fácil procurar o tal emprego.
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23 de abril de 2009
O trabalho e exploração infantil no Brasil
  O trabalho infantil é caracterizado por toda forma de trabalho realizado por crianças e adolescentes abaixo da idade mínima legal. No Brasil crianças e adolescentes não podem trabalhar antes dos 14 anos , e , acima disso, na condição de aprendiz, com proteções especiais.

  Estima-se que no Brasil 5 milhões de crianças e adolescentes trabalhem, em sua maioria de maneira desumana, em condições de escravidão ou semi-escravidão. Isso é reflexo de uma sociedade desestruturada, pois em muitos casos a criança é fonte de renda para a família, portanto se não trabalhar passará fome.
  Além desses casos há a exploração de menores, muitos são aliciados para o tráfico de drogas, prostituição e para pedir esmolas. Acabam envolvendo-se em delitos como roubo, furto e não é incomum cometerem crimes mais graves como sequestros e assassinatos. Assim forma-se um verdadeiro exército de menores infratores, pois as leis brasileiras são brandas em relação a esses crimes e as autoridades não são competentes para prender os responsáveis.

  Para combater o trabalho infantil deve-se continuar com as bolsas governamentais, que auxiliam os pais enquanto as crianças frequentam escolas, porém apenas em caráter emergencial. O ideal é dar a essas famílias pobres condições reais de sustento para que as crianças não necessitem trabalhar. As escolas devem estender o período de aulas, com atividades complementares para evitar que as crianças passem o tempo livre na rua, em contato com os marginais.
  É dever da sociedade zelar pelas crianças e adolescentes do Brasil. Mas é obrigação governamental agir rapidamente para que esses jovens tenham futuro e condições de vida dignas. Para isso deve-se dar condições aos familiares também, com empregos e fontes de renda, além de punir com veemência aqueles que exploram menores. A escola tem papel fundamental, como educadora e como zeladora dos direitos das crianças e adolescentes.

Nota: Por ser uma dissertação não pude ser veemente em relação ao tema. Mas como ser indiferente? Quem são os culpados? Além do sistema falido, claro, a sociedade. Quem alicia esses menores? Quem procura prostitutas de 8 anos de idade?
Além disso a pobreza é a causa do trabalho e exploração intantis. Muitas vezes não há outra maneira de sobrevivência, a não ser pedindo, entrando para o tráfico ou em minas de carvão ou quebrando pedras.
Muitos são contrários as bolsas governamentais. Minha opinião é que ser contra elas é ter uma opinião sulista. Se há desvios, muitas vezes é da própria população que cadastra gatos para receber o auxílio ( e claro do governo que não fiscaliza). Aqui em São Paulo 1 real é troco. Para muitos, a refeição do dia. Claro que não é solução, e é usado como marketing eleitoreiro. Mas ajuda. E ajuda é o que devemos dar as crianças nessas condições.

  Estima-se que no Brasil 5 milhões de crianças e adolescentes trabalhem, em sua maioria de maneira desumana, em condições de escravidão ou semi-escravidão. Isso é reflexo de uma sociedade desestruturada, pois em muitos casos a criança é fonte de renda para a família, portanto se não trabalhar passará fome.
  Além desses casos há a exploração de menores, muitos são aliciados para o tráfico de drogas, prostituição e para pedir esmolas. Acabam envolvendo-se em delitos como roubo, furto e não é incomum cometerem crimes mais graves como sequestros e assassinatos. Assim forma-se um verdadeiro exército de menores infratores, pois as leis brasileiras são brandas em relação a esses crimes e as autoridades não são competentes para prender os responsáveis.

  Para combater o trabalho infantil deve-se continuar com as bolsas governamentais, que auxiliam os pais enquanto as crianças frequentam escolas, porém apenas em caráter emergencial. O ideal é dar a essas famílias pobres condições reais de sustento para que as crianças não necessitem trabalhar. As escolas devem estender o período de aulas, com atividades complementares para evitar que as crianças passem o tempo livre na rua, em contato com os marginais.
  É dever da sociedade zelar pelas crianças e adolescentes do Brasil. Mas é obrigação governamental agir rapidamente para que esses jovens tenham futuro e condições de vida dignas. Para isso deve-se dar condições aos familiares também, com empregos e fontes de renda, além de punir com veemência aqueles que exploram menores. A escola tem papel fundamental, como educadora e como zeladora dos direitos das crianças e adolescentes.

Nota: Por ser uma dissertação não pude ser veemente em relação ao tema. Mas como ser indiferente? Quem são os culpados? Além do sistema falido, claro, a sociedade. Quem alicia esses menores? Quem procura prostitutas de 8 anos de idade?
Além disso a pobreza é a causa do trabalho e exploração intantis. Muitas vezes não há outra maneira de sobrevivência, a não ser pedindo, entrando para o tráfico ou em minas de carvão ou quebrando pedras.
Muitos são contrários as bolsas governamentais. Minha opinião é que ser contra elas é ter uma opinião sulista. Se há desvios, muitas vezes é da própria população que cadastra gatos para receber o auxílio ( e claro do governo que não fiscaliza). Aqui em São Paulo 1 real é troco. Para muitos, a refeição do dia. Claro que não é solução, e é usado como marketing eleitoreiro. Mas ajuda. E ajuda é o que devemos dar as crianças nessas condições.
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28 de janeiro de 2009
Diário da Desempregada, parte 2
Acordo entre as 10:30 - 12 dia. Nada demais, sendo que muitas vezes acordava nesse horário para trabalhar.
Mas parece que todo dia acordo de ressaca. Ok, eu acordava de ressaca trabalhando, porque eu bebia, mas agora meus níveis alcoólicos diminuíram drasticamente, o que afirma minha teoria que trabalho ruim, causa alcoolismo. (hahaha)
Da uma vontade imensa de não fazer nada o dia todo. Recorro, então, a internet, lar dos desocupados. Agora, com a ajuda das minhas amigas, também recém desempregadas, recorro à academia.
É sempre uma tortura. Sempre é dolorido. Mas um pouco de endorfina( ou qualquer merda do gênero), faz bem, e está me fazendo bem.
Escrevendo assim, até parece que não estou gostando. A verdade é que estou adorando meu ócio criativo. Escrevo, leio, faço as coisas que devem ser feitas na hora que eu quero fazê-las. Isso não tem melhor.

Finalmente tenho meus planos em mente, pelo menos tentarei com o máximo de esforço executá-los. Mas para isso acontecer, preciso estar desempregada, por hora. Ai causa problema. Minha mãe, claro, quer me ver trabalhando, feliz ou não, mas não dando despesa. As pessoas parecem ficar com dó quando digo que estou desempregada.
Muitas vezes bate a deprê, claro, mas não por mim, mas pelo que as pessoas cobram de mim. Eu não tenho medo que não dê certo, mas a cobrança sempre é para que dê, DEVE funcionar.
Não somos mais a Mariana, e sim a Mariana Vendedora, advogada, médica, ou qualquer outra merda de profissão. Eu, não tendo uma, fico cobrada a ter. Os desempregados são isso, marginalizados.
Eu estou bem, vendo do lado de fora. Deixem-me por aqui!!!
PS. Depois de 2 meses, fui dar entrada no seguro desemprego. É, agora. Não vejo muitos amigos desde o ano passado. É , não fui beber com eles. Sou desempregada, mas tenho vida social agitada tá? Paciência!
Mas parece que todo dia acordo de ressaca. Ok, eu acordava de ressaca trabalhando, porque eu bebia, mas agora meus níveis alcoólicos diminuíram drasticamente, o que afirma minha teoria que trabalho ruim, causa alcoolismo. (hahaha)
Da uma vontade imensa de não fazer nada o dia todo. Recorro, então, a internet, lar dos desocupados. Agora, com a ajuda das minhas amigas, também recém desempregadas, recorro à academia.
É sempre uma tortura. Sempre é dolorido. Mas um pouco de endorfina( ou qualquer merda do gênero), faz bem, e está me fazendo bem.
Escrevendo assim, até parece que não estou gostando. A verdade é que estou adorando meu ócio criativo. Escrevo, leio, faço as coisas que devem ser feitas na hora que eu quero fazê-las. Isso não tem melhor.

Finalmente tenho meus planos em mente, pelo menos tentarei com o máximo de esforço executá-los. Mas para isso acontecer, preciso estar desempregada, por hora. Ai causa problema. Minha mãe, claro, quer me ver trabalhando, feliz ou não, mas não dando despesa. As pessoas parecem ficar com dó quando digo que estou desempregada.
Muitas vezes bate a deprê, claro, mas não por mim, mas pelo que as pessoas cobram de mim. Eu não tenho medo que não dê certo, mas a cobrança sempre é para que dê, DEVE funcionar.
Não somos mais a Mariana, e sim a Mariana Vendedora, advogada, médica, ou qualquer outra merda de profissão. Eu, não tendo uma, fico cobrada a ter. Os desempregados são isso, marginalizados.
Eu estou bem, vendo do lado de fora. Deixem-me por aqui!!!
PS. Depois de 2 meses, fui dar entrada no seguro desemprego. É, agora. Não vejo muitos amigos desde o ano passado. É , não fui beber com eles. Sou desempregada, mas tenho vida social agitada tá? Paciência!
4 de dezembro de 2008
Diário da desempregada, parte 1
Não faz 15 dias ainda. Mas já posso dar uma prévia do que é a minha nova vida de desempregada.
Como já dito antes, não estou desesperada, pois vou receber um dinheiro que posso me dar ao luxo de tirar férias.
Acordo mal. É como se faltasse algo, como se eu não estivesse cumprindo com o meu dever cívico de cidadã do bem, fazendo a sociedade alavancar. Pura maluquice.
Desde quando trabalhar engrandece o homem? Fizeram-nos acreditar nisso não foi?
Eu fiz um curso na faculdade do qual eu achei que traria algum retorno financeiro. Ciências da Computação. Muito respeitado. Até hoje as pessoas me olham com um olhar de UOU quando falo que fiz. Com o tempo eu passei a odiar aquilo. Odiava mesmo. E apesar de acumular 5 DPs eu não parei. Minha mãe dizia que era importante que eu continuasse. E como eu odiava aquilo, como me fazia mal. Talvez algum dia essa faculdade me traga algum benefício, a gente nunca sabe o que o futuro nos reserva, mas terminá-la foi muito dolorido para mim. Eu não arrumei um emprego na área. Mesmo assim consegui um estágio, que foi esse último emprego que eu tinha, onde eu conheci pessoas maravilhosas e fiz amizades que espero que sejam eternas. Talvez tenha sido esse o papel dela não é mesmo?
A questão é que na minha vida toda eu nunca soube o que eu queria "ser quando eu crescer". Não fui estimulada a pensar nisso. "Faça uma coisa que te dê prazer" me diziam, "contanto que dê algum dinheiro", pois não podemos te bancar, era como se dissessem. E não podiam mesmo. E então para fazer a faculdade de um curso UAU, que eu achava que daria algum retorno financeiro, comecei a trabalhar.
Arrumar o primeiro emprego de verdade talvez seja uma das coisas mais difíceis e traumáticas para as pessoas. Para mim não foi diferente. Sentia - me uma idiota completa por colocar aquela roupa social "de fazer entrevista" e ficar dando sorrisos idiotas para conseguir um emprego. Demorou uns 10 meses. E, que eu lembre, 3 entrevistas. Auxiliar administrativo, um salário que dava para pagar metade dos estudos, e do lado da minha casa.
No começo foi bom para mim, porém obviamente não era o que eu queria, e no final das contas eu estava fazendo o trabalho de oito pessoas, e recebendo por meia.
Eu tenho o terrível defeito de me acomodar. Eu sei disso, sou uma acomodada filha da puta.
Fiquei 5 anos no mesmo emprego, 6 anos e meio no meu relacionamento amoroso, vendo a vida passar e eu me estagnar.
Ou seja, todo esse tempo, minha adolescência inteira, eu não viajei, não aproveitei, não curti nada do que deveria, e quando comecei a trabalhar, toda a grana era única e exclusiva para pagar a faculdade que não me satisfazia e não me engrandecia como pessoa.
Eu não culpo de maneira alguma as outras pessoas envolvidas nisso. A principal culpada sou eu mesma. Eu sempre tive esse ar ameaçador e essa rebelde dentro de mim, mas, na maioria das vezes, nunca tenho a iniciativa de mudar. Por medo? Talvez. Por querer mostrar que sou independente dos meus pais? Pode ser também. Por exemplos? Quem sabe?
Eu tinha dores de estômago terríveis nessa época. Não conseguia acordar no horário, mesmo morando a 5 minutos do local de trabalho. Era infeliz. Era triste, triste mesmo ser tão nova, sentir que a vida nunca iria mudar.
Mas às vezes a vida está do nosso lado, e resolve dar uma mão. E é quando você acorda para o que está acontecendo, e eu sou assim, acordei e vou mudar.
Terminei o meu relacionamento. Eu não era feliz, não estava fazendo a pessoa feliz, não podia continuar com aquilo, apesar de todo meu amor e carinho pela pessoa. O sofrimento foi arrasador. Ainda é ruim pensar nisso, muito ruim. Mas passou e acredito que estamos melhores hoje. Eu pelo menos posso ser quem eu sou de verdade. Isso já é uma vitória.
Depois disso comecei a enviar currículo e fazer toda aquela palhaçada, passar por entrevistas ridículas das quais as pessoas querem te humilhar. Existe muito.
Então fiz a entrevista para esse estágio. Achava que não tinha passado, pois numa segunda feira recebi um email dizendo que o processo seletivo tinha sido encerrado. Lembro que já havia conhecido meu atual namorado, e naquela segunda eu chorei igual criança com ele, dentro do carro.
E então na quarta-feira meu chefe da época me deu o maior esporro, sem qualquer motivo. Se eu acreditasse em deus, diria que foi bem uma pegadinha dele.
Eu iria pedir demissão. Estava tentando falar com minha mãe, quando meu telefone tocou. - Você passou no nosso processo seletivo sabia?
Que felicidade. Enxuguei minhas lágrimas de raiva.
A minha vontade era falar poucas e boas. Às vezes o silêncio é mais arrasador.
No dia seguinte, não houve acordo, portanto EU ME DEMITO.
Segundo o chefe, não havia motivo para eu sair correndo de lá, talvez ele aprenda a não mais humilhar as pessoas. Bem, eles nunca aprendem não é?
Foi quando comecei a trabalhar nessa empresa. Logo vi que apesar de ser estágio, não aprenderia nada na minha área. Mas precisava, pois era obrigatório.
Senti a mesma desilusão depois de algum tempo. Será que eu estava fadada a ganhar pouco, trabalhar muito e não ser reconhecida? E então meu salário aumentou, bem como minhas responsabilidades.
Mas eu não me sentia realizada. O dinheiro me deixava feliz, porém não realizada.
Novamente por conta disso e junto com outros motivos, senti que estava infeliz outra vez. E isso acumula noites viradas, ressacas e atrasos.
E numa das minhas bebedeiras, conversando com uma pessoa muito querida, (de novo a vida deu uma mão pra mim e trouxe essa pessoa querida) ela me disse para não perder meu rumo. Eu não tenho filhos, nem uma casa pra sustentar, posso aproveitar um pouco mais de meus pais, então para que tentar algo que me faça infeliz ao invés de começar tudo de novo? Não perca sua chance, não desperdice seu talento, vá em frente.
Novamente tive que pensar. Novamente dores, novamente senti que chegaria até o fundo do poço. Como descobrir o que quero fazer, se é isso que estou tentando a vida toda?
Foi quando eu deixei o meu orgulho besta de lado e decidi que vou escrever. Para mim, admitir isso era como quando a gente é criança e fala que vai ser astronauta, sabe? Os adultos acham bonitinho, mas sabem ser impossível. Pois eu decidi que vou viver de escrever, e se não der certo, eu tentei. E para tentar, decidi que vou prestar vestibular para jornalismo. Tinha 3 meses para estudar. E voltou a bater o desânimo, pois com o trabalho eu não conseguia me organizar.
Isso porque funciona assim, quando uma coisa te puxa para baixo, a conseqüência são todas as outras acompanharem. Seu namoro ta uma merda, vai refletir no trabalho, o trabalho te suga, vai refletir na saúde e assim por diante.
E então, na primeira crise, houve cortes, e eu me vi pela primeira vez desempregada.
Eu sei da minha competência, eu batia as metas, fazia meus números. Pois não foi o suficiente. Desempregada.
Pela primeira vez na minha vida eu tenho a oportunidade de fazer o que eu quero. Estou estudando, sem grandes pretensões para esse ano, é verdade, mas eu tenho isso em mente. Não estaria bem se não fosse isso. Eu vou viver de escrever. Posso ter um sonho. Talvez muitos de vocês saibam o que é isso, e se não souberem , procurem. É uma sensação ótima. Poder sonhar, poder fazer planos. Dá um medo terrível também isso lá é verdade, vide as minhas manhãs depressivas. Mas eu ainda posso lutar.
Nunca desistir e nunca me acomodar. Nunca mais "sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar".
Tenho dito. A sensação de recomeço é impagável!
Como já dito antes, não estou desesperada, pois vou receber um dinheiro que posso me dar ao luxo de tirar férias.
Acordo mal. É como se faltasse algo, como se eu não estivesse cumprindo com o meu dever cívico de cidadã do bem, fazendo a sociedade alavancar. Pura maluquice.
Desde quando trabalhar engrandece o homem? Fizeram-nos acreditar nisso não foi?
Eu fiz um curso na faculdade do qual eu achei que traria algum retorno financeiro. Ciências da Computação. Muito respeitado. Até hoje as pessoas me olham com um olhar de UOU quando falo que fiz. Com o tempo eu passei a odiar aquilo. Odiava mesmo. E apesar de acumular 5 DPs eu não parei. Minha mãe dizia que era importante que eu continuasse. E como eu odiava aquilo, como me fazia mal. Talvez algum dia essa faculdade me traga algum benefício, a gente nunca sabe o que o futuro nos reserva, mas terminá-la foi muito dolorido para mim. Eu não arrumei um emprego na área. Mesmo assim consegui um estágio, que foi esse último emprego que eu tinha, onde eu conheci pessoas maravilhosas e fiz amizades que espero que sejam eternas. Talvez tenha sido esse o papel dela não é mesmo?
A questão é que na minha vida toda eu nunca soube o que eu queria "ser quando eu crescer". Não fui estimulada a pensar nisso. "Faça uma coisa que te dê prazer" me diziam, "contanto que dê algum dinheiro", pois não podemos te bancar, era como se dissessem. E não podiam mesmo. E então para fazer a faculdade de um curso UAU, que eu achava que daria algum retorno financeiro, comecei a trabalhar.
Arrumar o primeiro emprego de verdade talvez seja uma das coisas mais difíceis e traumáticas para as pessoas. Para mim não foi diferente. Sentia - me uma idiota completa por colocar aquela roupa social "de fazer entrevista" e ficar dando sorrisos idiotas para conseguir um emprego. Demorou uns 10 meses. E, que eu lembre, 3 entrevistas. Auxiliar administrativo, um salário que dava para pagar metade dos estudos, e do lado da minha casa.
No começo foi bom para mim, porém obviamente não era o que eu queria, e no final das contas eu estava fazendo o trabalho de oito pessoas, e recebendo por meia.
Eu tenho o terrível defeito de me acomodar. Eu sei disso, sou uma acomodada filha da puta.
Fiquei 5 anos no mesmo emprego, 6 anos e meio no meu relacionamento amoroso, vendo a vida passar e eu me estagnar.
Ou seja, todo esse tempo, minha adolescência inteira, eu não viajei, não aproveitei, não curti nada do que deveria, e quando comecei a trabalhar, toda a grana era única e exclusiva para pagar a faculdade que não me satisfazia e não me engrandecia como pessoa.
Eu não culpo de maneira alguma as outras pessoas envolvidas nisso. A principal culpada sou eu mesma. Eu sempre tive esse ar ameaçador e essa rebelde dentro de mim, mas, na maioria das vezes, nunca tenho a iniciativa de mudar. Por medo? Talvez. Por querer mostrar que sou independente dos meus pais? Pode ser também. Por exemplos? Quem sabe?
Eu tinha dores de estômago terríveis nessa época. Não conseguia acordar no horário, mesmo morando a 5 minutos do local de trabalho. Era infeliz. Era triste, triste mesmo ser tão nova, sentir que a vida nunca iria mudar.
Mas às vezes a vida está do nosso lado, e resolve dar uma mão. E é quando você acorda para o que está acontecendo, e eu sou assim, acordei e vou mudar.
Terminei o meu relacionamento. Eu não era feliz, não estava fazendo a pessoa feliz, não podia continuar com aquilo, apesar de todo meu amor e carinho pela pessoa. O sofrimento foi arrasador. Ainda é ruim pensar nisso, muito ruim. Mas passou e acredito que estamos melhores hoje. Eu pelo menos posso ser quem eu sou de verdade. Isso já é uma vitória.
Depois disso comecei a enviar currículo e fazer toda aquela palhaçada, passar por entrevistas ridículas das quais as pessoas querem te humilhar. Existe muito.
Então fiz a entrevista para esse estágio. Achava que não tinha passado, pois numa segunda feira recebi um email dizendo que o processo seletivo tinha sido encerrado. Lembro que já havia conhecido meu atual namorado, e naquela segunda eu chorei igual criança com ele, dentro do carro.
E então na quarta-feira meu chefe da época me deu o maior esporro, sem qualquer motivo. Se eu acreditasse em deus, diria que foi bem uma pegadinha dele.
Eu iria pedir demissão. Estava tentando falar com minha mãe, quando meu telefone tocou. - Você passou no nosso processo seletivo sabia?
Que felicidade. Enxuguei minhas lágrimas de raiva.
A minha vontade era falar poucas e boas. Às vezes o silêncio é mais arrasador.
No dia seguinte, não houve acordo, portanto EU ME DEMITO.
Segundo o chefe, não havia motivo para eu sair correndo de lá, talvez ele aprenda a não mais humilhar as pessoas. Bem, eles nunca aprendem não é?
Foi quando comecei a trabalhar nessa empresa. Logo vi que apesar de ser estágio, não aprenderia nada na minha área. Mas precisava, pois era obrigatório.
Senti a mesma desilusão depois de algum tempo. Será que eu estava fadada a ganhar pouco, trabalhar muito e não ser reconhecida? E então meu salário aumentou, bem como minhas responsabilidades.
Mas eu não me sentia realizada. O dinheiro me deixava feliz, porém não realizada.
Novamente por conta disso e junto com outros motivos, senti que estava infeliz outra vez. E isso acumula noites viradas, ressacas e atrasos.
E numa das minhas bebedeiras, conversando com uma pessoa muito querida, (de novo a vida deu uma mão pra mim e trouxe essa pessoa querida) ela me disse para não perder meu rumo. Eu não tenho filhos, nem uma casa pra sustentar, posso aproveitar um pouco mais de meus pais, então para que tentar algo que me faça infeliz ao invés de começar tudo de novo? Não perca sua chance, não desperdice seu talento, vá em frente.
Novamente tive que pensar. Novamente dores, novamente senti que chegaria até o fundo do poço. Como descobrir o que quero fazer, se é isso que estou tentando a vida toda?
Foi quando eu deixei o meu orgulho besta de lado e decidi que vou escrever. Para mim, admitir isso era como quando a gente é criança e fala que vai ser astronauta, sabe? Os adultos acham bonitinho, mas sabem ser impossível. Pois eu decidi que vou viver de escrever, e se não der certo, eu tentei. E para tentar, decidi que vou prestar vestibular para jornalismo. Tinha 3 meses para estudar. E voltou a bater o desânimo, pois com o trabalho eu não conseguia me organizar.
Isso porque funciona assim, quando uma coisa te puxa para baixo, a conseqüência são todas as outras acompanharem. Seu namoro ta uma merda, vai refletir no trabalho, o trabalho te suga, vai refletir na saúde e assim por diante.
E então, na primeira crise, houve cortes, e eu me vi pela primeira vez desempregada.
Eu sei da minha competência, eu batia as metas, fazia meus números. Pois não foi o suficiente. Desempregada.
Pela primeira vez na minha vida eu tenho a oportunidade de fazer o que eu quero. Estou estudando, sem grandes pretensões para esse ano, é verdade, mas eu tenho isso em mente. Não estaria bem se não fosse isso. Eu vou viver de escrever. Posso ter um sonho. Talvez muitos de vocês saibam o que é isso, e se não souberem , procurem. É uma sensação ótima. Poder sonhar, poder fazer planos. Dá um medo terrível também isso lá é verdade, vide as minhas manhãs depressivas. Mas eu ainda posso lutar.
Nunca desistir e nunca me acomodar. Nunca mais "sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar".
Tenho dito. A sensação de recomeço é impagável!
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26 de novembro de 2008
Demitida!
E foi assim. Dia 20 de Novembro chego na empresa e meu login e email estão com as senhas trocadas. Tento falar com o chefe, e nada. E assim foi também na sexta feira. Ninguém disse nada. Logo pensei estar demitida, e apesar dos meus amigos me acharem maluca, eu já sabia.
Segunda-feira, depois do almoço, meu chefe me chama na sala. Já sei, estou demitida. Sim, está, com cartinha e tudo.
Assinar a carta, foi como assinar a alforria.
Não chorei por ser demitida. Não me senti perdida, como acharia que seria assim, não estou deprimida, não estou tão preocupada, afinal, seguro desemprego está ai pra isso.
Infelizmente sentirei falta das pessoas, e as pessoas também sentiram falta de mim. Ouvi meu chefe, como meu chefe pela última vez. Como eu gostaria que ele fosse meu amigo mesmo. Pensei e ai talvez possa ter chorado um pouco. Também choraria se tivesse que me despedir de todos. Então eu saí à francesa. Fumei meu último cigarro com meu chefe. Pronto, bloqueia meu acesso.
E chuviscava. 5:30 da tarde na Avenida Paulista e eu estava voltando para casa. Eu não queria, mas não estava ruim. Sentia-me livre, uma liberdade angustiante. Eu nunca mais farei esse percurso. Estranho, borboletas no estômago.
Chego em casa e ligo para minha mãe: Não sabe o porquê foi demitida? Será que não era pelos atrasos?
Ótimo. Ouvi isso 100 vezes. Se foi, se não foi, não me interessa. Se eu chegava atrasada, é porque não suportava mais o que eu fazia. Não suporto empresa. Não suporto subordinação. Talvez um dia eu aprenda. Não quero.
Foi bom, será muito bom para mim.
E eu sei exatamente o que devo fazer. Em anos não me sentia tão viva. POSSO VIVER AGORA!
Porque tem que ter algum recomeço. O meu é agora, a minha hora sou eu quem faço!
Segunda-feira, depois do almoço, meu chefe me chama na sala. Já sei, estou demitida. Sim, está, com cartinha e tudo.
Assinar a carta, foi como assinar a alforria.
Não chorei por ser demitida. Não me senti perdida, como acharia que seria assim, não estou deprimida, não estou tão preocupada, afinal, seguro desemprego está ai pra isso.
Infelizmente sentirei falta das pessoas, e as pessoas também sentiram falta de mim. Ouvi meu chefe, como meu chefe pela última vez. Como eu gostaria que ele fosse meu amigo mesmo. Pensei e ai talvez possa ter chorado um pouco. Também choraria se tivesse que me despedir de todos. Então eu saí à francesa. Fumei meu último cigarro com meu chefe. Pronto, bloqueia meu acesso.
E chuviscava. 5:30 da tarde na Avenida Paulista e eu estava voltando para casa. Eu não queria, mas não estava ruim. Sentia-me livre, uma liberdade angustiante. Eu nunca mais farei esse percurso. Estranho, borboletas no estômago.
Chego em casa e ligo para minha mãe: Não sabe o porquê foi demitida? Será que não era pelos atrasos?
Ótimo. Ouvi isso 100 vezes. Se foi, se não foi, não me interessa. Se eu chegava atrasada, é porque não suportava mais o que eu fazia. Não suporto empresa. Não suporto subordinação. Talvez um dia eu aprenda. Não quero.
Foi bom, será muito bom para mim.
E eu sei exatamente o que devo fazer. Em anos não me sentia tão viva. POSSO VIVER AGORA!
Porque tem que ter algum recomeço. O meu é agora, a minha hora sou eu quem faço!
9 de outubro de 2008
Crise, crise, crise parte 2
Dólar fechou a 2,29. Estável. Lula diz que não devemos nos preocupar.
O comercial continua não faturando, o que significa meta não batida, população sem dinehiro no bolso para comprar, e consequentemente economia fraca.
Não precisa ser economista fudido para saber disso né?
Eu penso como as pessoas tem empresas, faturam tanto e sabem administrar e prever tão pouco. É um golpe de sorte, de oportunismo e QI.
Infelizmente, para algumas pessoas claro, não fui nem serei mandada embora.
O cara que se jogou aqui na Paulista era um senhor de 60 e poucos, francês, chefe de cozinha do Maksoud Plaza, estava em depressão profunda, cansou e se jogou. Simples assim.
Não, ele não tinha dinheiro na bolsa de valores. Era apenas um cara cansado e sozinho. Acontece.
O comercial continua não faturando, o que significa meta não batida, população sem dinehiro no bolso para comprar, e consequentemente economia fraca.
Não precisa ser economista fudido para saber disso né?
Eu penso como as pessoas tem empresas, faturam tanto e sabem administrar e prever tão pouco. É um golpe de sorte, de oportunismo e QI.
Infelizmente, para algumas pessoas claro, não fui nem serei mandada embora.
O cara que se jogou aqui na Paulista era um senhor de 60 e poucos, francês, chefe de cozinha do Maksoud Plaza, estava em depressão profunda, cansou e se jogou. Simples assim.
Não, ele não tinha dinheiro na bolsa de valores. Era apenas um cara cansado e sozinho. Acontece.
8 de outubro de 2008
Crise, crise , crise
Ao contrário do nosso digníssimo presidente Lula, que disse que a crise é somente uma marola para o Brasil, a empresa no qual eu me encontro fechou todos os faturamentos, bem como fizeram todos os fabricantes, e entrou junto com o Tsumani americano.
Como a alma de vendedor é faturar, no momento a empresa está com diversos cabelos espalhados pelo chão, e esperto de quem tem alguma grana guardada.
Pela Paulista, diversas ambulâncias passando, e eu espero que não seja levando os empresários suicídas, ou que atearam fogo no escritório.
Os donos conversam, conversam e conversam, e eu fico pensando que talvez eles mandem vários embora, inclusive essa que vos escreve pode ter seu digníssimo pescoço cortado.
De 0 a 10, por enquanto estou ligando 0, e nem é negativo, o que diz que eu estou um pouco preocupada.
Logo mais, notícias bombásticas e detalhes, com o dólar a 2.46
Como a alma de vendedor é faturar, no momento a empresa está com diversos cabelos espalhados pelo chão, e esperto de quem tem alguma grana guardada.
Pela Paulista, diversas ambulâncias passando, e eu espero que não seja levando os empresários suicídas, ou que atearam fogo no escritório.
Os donos conversam, conversam e conversam, e eu fico pensando que talvez eles mandem vários embora, inclusive essa que vos escreve pode ter seu digníssimo pescoço cortado.
De 0 a 10, por enquanto estou ligando 0, e nem é negativo, o que diz que eu estou um pouco preocupada.
Logo mais, notícias bombásticas e detalhes, com o dólar a 2.46
1 de outubro de 2008
Sinais de que você é um peão de escritório
Ter um emprego e ser escravo do mesmo são coisas distintas.
O fato é que existem mais senzalas modernas do que locais de trabalho.
Veja o guia abaixo e saiba se você não é mais um peão de escritório.
Crachá com nome, foto e função.
No melhor estilo "cara-crachá". Ninguém na empresa sabe seu nome, a não ser que olhe no tal crachá. A foto sempre é muito tosca, digitalizada com pouca resolução.
Se você esquece em casa, não pode entrar na empresa.
E se seu cargo é baixo, pior ainda: Ailton Silva, office boy.
Para você, é uma vergonha, por isso sempre anda com o crachá virado.
Bater cartão.
Além de ser um desconhecido, querem te controlar. Seus horários, suas saídas, suas voltas, seu almoço. Não confiam em você.
Se chegar 15 minutos depois do horário, advertência, suspensão e justa causa. Como na escola primária, sabe?
E não adianta ficar depois do expediente. E daí que você fez 15 horas extras por semana? Chegou 15 atrasado, já era!
Acredito que bater cartão seja o primor da escravatura moderna.
Algumas empresas mais sofisticadas, fazem isso no próprio crachá, ou na biometria, assim não há escapatória. Você pertence a eles.
Uniforme.
Sempre é brega e desconfortável. De dar dó.
E ouso incluir gravata na lista.
Fala sério. Nada mais peão que gravata.
Um calor insuportável e nego de gravata.
Insinua que sua empresa é o primor da caretisse.
Pior é quando o camarada não sabe se vestir, e a casa grande resolve que todos devem ir de social. É um Freak Show. Camisa que deveria ser branca, amarelada, sapato social todo descascado, gravata no umbigo, e sapatênis...
E aquelas recepcionistas que tem que usar saia social, coque e maquiagem?
Jesus, salve-nos.
Sai só para Happy Hours.
Isso significa a privação da vida pessoal.
Digno de peão.
Seus amigos pessoais se foram, casaram, estão em Paris.
Sobra os "amigos" profissionais.
Happy Hours transformam - se em segunda reunião, não há outro assunto a não ser trabalho, números, números, planilhas, relatórios etc etc...
No fim de semana, enquanto todos tentam ter uma vida, você encontra-se sozinho em casa... Deprimente.
Clássicas.
Apertar 0 no telefone de casa.
Fazer planilha, relatório, cotação em 3 supermercados diferentes antes de ir às compras.
Não importa onde esteja, está sempre apressado.
Usa termos tipo network, insight, memorando mesmo que esteja conversando com a vizinha.
Tem olheiras enormes.
Toma 15 cafés por dia.
Engordou 15 quilos nos últimos anos.
Acessa os emails de casa, não contente em trabalhar 14 horas por dia.
Checa os emails, seja onde for, inclusive nas férias.
Usa blackberry.
Trabalhar é importante, claro, mas eu sempre digo, melhor ter uma vida!!
O fato é que existem mais senzalas modernas do que locais de trabalho.
Veja o guia abaixo e saiba se você não é mais um peão de escritório.
Crachá com nome, foto e função.
No melhor estilo "cara-crachá". Ninguém na empresa sabe seu nome, a não ser que olhe no tal crachá. A foto sempre é muito tosca, digitalizada com pouca resolução.
Se você esquece em casa, não pode entrar na empresa.
E se seu cargo é baixo, pior ainda: Ailton Silva, office boy.
Para você, é uma vergonha, por isso sempre anda com o crachá virado.
Bater cartão.
Além de ser um desconhecido, querem te controlar. Seus horários, suas saídas, suas voltas, seu almoço. Não confiam em você.
Se chegar 15 minutos depois do horário, advertência, suspensão e justa causa. Como na escola primária, sabe?
E não adianta ficar depois do expediente. E daí que você fez 15 horas extras por semana? Chegou 15 atrasado, já era!
Acredito que bater cartão seja o primor da escravatura moderna.
Algumas empresas mais sofisticadas, fazem isso no próprio crachá, ou na biometria, assim não há escapatória. Você pertence a eles.
Uniforme.
Sempre é brega e desconfortável. De dar dó.
E ouso incluir gravata na lista.
Fala sério. Nada mais peão que gravata.
Um calor insuportável e nego de gravata.
Insinua que sua empresa é o primor da caretisse.
Pior é quando o camarada não sabe se vestir, e a casa grande resolve que todos devem ir de social. É um Freak Show. Camisa que deveria ser branca, amarelada, sapato social todo descascado, gravata no umbigo, e sapatênis...
E aquelas recepcionistas que tem que usar saia social, coque e maquiagem?
Jesus, salve-nos.
Sai só para Happy Hours.
Isso significa a privação da vida pessoal.
Digno de peão.
Seus amigos pessoais se foram, casaram, estão em Paris.
Sobra os "amigos" profissionais.
Happy Hours transformam - se em segunda reunião, não há outro assunto a não ser trabalho, números, números, planilhas, relatórios etc etc...
No fim de semana, enquanto todos tentam ter uma vida, você encontra-se sozinho em casa... Deprimente.
Clássicas.
Apertar 0 no telefone de casa.
Fazer planilha, relatório, cotação em 3 supermercados diferentes antes de ir às compras.
Não importa onde esteja, está sempre apressado.
Usa termos tipo network, insight, memorando mesmo que esteja conversando com a vizinha.
Tem olheiras enormes.
Toma 15 cafés por dia.
Engordou 15 quilos nos últimos anos.
Acessa os emails de casa, não contente em trabalhar 14 horas por dia.
Checa os emails, seja onde for, inclusive nas férias.
Usa blackberry.
Trabalhar é importante, claro, mas eu sempre digo, melhor ter uma vida!!
19 de maio de 2008
Sent from my Blackberry

Cena típica dos dias modernos.
Faltam 5 minutos para você ir embora, um assunto ta pegando fogo, mas você espera 5 minutos finais para mandar email para o camarada, achando que ele está pegando suas trouxas e indo embora.
Dois minutos depois, o desgraçado responde o email, fazendo você peder mais meia hora da sua vida no trabalho.
E lá embaixo, na assinatura a frase: Sent from my Blackberry.
Pra quem não sabe BlackBerry é um SmartPhone, com tecnologia ultra, para atrapalhar a vida.
Email, internet, tá tudo naquela birosca. Diferente do Iphone, utilizado pra diversão, o BlackBerry veio mesmo é para você trabalhar igual um condenado, em Happy Hours, feriados, finais de semana, aniversários de casamento, em qualquer lugar você estiver, inclusive no banheiro e na cama!
Não acredito que exista um email tão importante que não possa esperar o horário comercial.
Afinal, se você tem um BlackBerry possivelmente também trabalha até as 8 da noite. E entra as 7 da manhã.
O que de tão urgente pode acontecer nesse período?
Queimem seus BlackBerries, livrem-se do trabalho na mesa de bar e vamos ser feliz!!!
Trabalhar mata!!! Não corra esse risco!!!

Die, BlackBerry, die!
29 de fevereiro de 2008
Sobre médicos
(...) Ser mulher exige que, no mínimo uma vez por ano, temos que ir ao médico.
Então a gente pega o caderninho do convênio, quando não podemos mais ir naquela de confiança que cobra 300 paus pra ver sua periquita por 2 minutos, e nos deparamos apenas com nomes masculinos. Bla! Pulta besteira isso né? São médicos, profissionais! E mesmo assim você parece que escolhe, escolhe, escolhe pra saber pelo nome o qual cara é mais legal. Marca. No dia anterior parece que você tem um encontro.
Depila, confere no espelho. Até faz as unhas do pé. No dia seguinte, calcinha bonita. E ansiedade. Fala sério! Você acaba de conhecer o cara e já tem que tirar a roupa?! Em 30 minutos de conversa, já sabe se fez aborto, se toma remédio, se é ativa, se é passiva, se é dominatrix, e já te olha lá bem no fundo! Muita intimidade!
Enfim, acorda com aquela sensação... como será a cara dele? Será bonito? Feio? Velho? Tarado?
E vai. Anda pra xuxu. Chegando lá o cara te esculacha mesmo! Na cara dura!
Fala que se não parar de tomar pílula vai ficar velha, cheeeia de celulite, varizenta.
Chega até a fazer cara de nojo. O cara deve ter uns 80 anos. Dá medo!
E você pensa: acaba logo com isso e pede pra tirar a roupa!
E do nada, ele te passa uma guia e você vai embora.
Como assim? Acordei mais cedo para lavar o cabelo e deixar em dia e me manda embora?
E ainda me dá a brilhante notícia de que vou ficar velha? Quantos anos são necessários para constatar que um dia terei celulite!?
Eu já falei, na próxima vida vou ser médica.
- Se você continuar fumando, terá um câncer!
Jura?!
Esqueceram de contar para ele que eu vou ter mesmo um câncer!
Minha avó teve câncer, e a mãe dela, e meu avô. Ou seja, a probabilidade pode ser maior porque eu fumo, mas o câncer vai vir, cedo ou tarde.
Mas, para me irritar, falam mesmo que é o cigarro. Porque é mais fácil culpá-lo, do que culpar a porra da genética.
Sem cigarro, vivo até os 70 , com cigarro até os 65! Maravilha! Quero mesmo ter 5 anos a mais para importunar todos ao meu redor com meus reumatismos e esclerose múltipla!
Magnífico! Estudar anos e anos de medicina para constatar: você vai envelhecer, e terá celulite!!!
É cada uma ...
(...)
(Para quem não sabe, Mariana parou de reclamar com os amigos e agora está escrevendo suas reclamações frenéticamente. Quem sabe isso um dia não vire um livro e ela possa enfim sair da masmorra que é seu atual trabalho para ficar em casa tomando conhaque, fumando um charuto e escrevendo suas idéias sensacionais!)

La raza odiada!
Os médicos e suas verdades incondicionais de 1950.
Então a gente pega o caderninho do convênio, quando não podemos mais ir naquela de confiança que cobra 300 paus pra ver sua periquita por 2 minutos, e nos deparamos apenas com nomes masculinos. Bla! Pulta besteira isso né? São médicos, profissionais! E mesmo assim você parece que escolhe, escolhe, escolhe pra saber pelo nome o qual cara é mais legal. Marca. No dia anterior parece que você tem um encontro.
Depila, confere no espelho. Até faz as unhas do pé. No dia seguinte, calcinha bonita. E ansiedade. Fala sério! Você acaba de conhecer o cara e já tem que tirar a roupa?! Em 30 minutos de conversa, já sabe se fez aborto, se toma remédio, se é ativa, se é passiva, se é dominatrix, e já te olha lá bem no fundo! Muita intimidade!
Enfim, acorda com aquela sensação... como será a cara dele? Será bonito? Feio? Velho? Tarado?
E vai. Anda pra xuxu. Chegando lá o cara te esculacha mesmo! Na cara dura!
Fala que se não parar de tomar pílula vai ficar velha, cheeeia de celulite, varizenta.
Chega até a fazer cara de nojo. O cara deve ter uns 80 anos. Dá medo!
E você pensa: acaba logo com isso e pede pra tirar a roupa!
E do nada, ele te passa uma guia e você vai embora.
Como assim? Acordei mais cedo para lavar o cabelo e deixar em dia e me manda embora?
E ainda me dá a brilhante notícia de que vou ficar velha? Quantos anos são necessários para constatar que um dia terei celulite!?
Eu já falei, na próxima vida vou ser médica.
- Se você continuar fumando, terá um câncer!
Jura?!
Esqueceram de contar para ele que eu vou ter mesmo um câncer!
Minha avó teve câncer, e a mãe dela, e meu avô. Ou seja, a probabilidade pode ser maior porque eu fumo, mas o câncer vai vir, cedo ou tarde.
Mas, para me irritar, falam mesmo que é o cigarro. Porque é mais fácil culpá-lo, do que culpar a porra da genética.
Sem cigarro, vivo até os 70 , com cigarro até os 65! Maravilha! Quero mesmo ter 5 anos a mais para importunar todos ao meu redor com meus reumatismos e esclerose múltipla!
Magnífico! Estudar anos e anos de medicina para constatar: você vai envelhecer, e terá celulite!!!
É cada uma ...
(...)
(Para quem não sabe, Mariana parou de reclamar com os amigos e agora está escrevendo suas reclamações frenéticamente. Quem sabe isso um dia não vire um livro e ela possa enfim sair da masmorra que é seu atual trabalho para ficar em casa tomando conhaque, fumando um charuto e escrevendo suas idéias sensacionais!)

La raza odiada!
Os médicos e suas verdades incondicionais de 1950.
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