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15 de outubro de 2016

O doido do Brooklyn

Eu não sei onde nem quando neste famigerado e não-lido blog comentei que todas as viagens que eu faço, sem exceção, cola um doido em mim. Assim do nada, as pessoas acham que eu sou legal e vem falar comigo.
(Lembram-se do cara que a ex namorada ganhou 16 milhões na Mega-Sena? Pois é...)
Desta vez até que demorou mas não tardou e veio em strike em dobro.
Após uma bela noitada  noite de sono profundo, sai do hostel para tomar o meu ~brunch (desculpa, voltei refinada), fumando meu relaxante cigarro com café tomando um suco natural , um cara do outro lado da rua num carro manda um Hi. Hi.
Segui meu caminho.
Até que ele veio. Ele. Um judeu redondinho de kipá e aqueles cabelinhos enroladinhos do lado da cabeça, aqueles bem clássicos mesmo.
- Olá te achei bonita podemos conversar?
(tradução espontânea, imagine tudo isso em inglês,vai vendo)
Não vamos ser antissemita sem razão , Mariana.
-Olá tudo bem sim e vc?
-Podemos ser amigos?
-Podemos ser amigos.
E blablabla, o que vc faz aqui, estou viajando, tarra em toronto.
-Poxa você é muito legal mesmo podemos sair hoje?
-Infelizmente estou indo embora hoje, agora, daqui algumas horas e sou do Brasil etc.
-Ah que pena! Podemos dar um abraço?
- Sure, why not? (because it´s weird but well)
Hughug
- Olha sinto que podemos ser bons amigos. Eu sei que não se deve falar isso mas eu sinto que já te amo desde agora.
( O.o)
- OH REALLY?
- Se você precisar de alguma coisa em Nova Iorque pode contar comigo, anota aqui meu telefone, me adiciona.
- Oh sim claro, seu nome, Joel, ok Joel, tá aqui anotado, quando eu tiver wifi te adiciono. (AHAM)
- Se você quiser ir para algum lugar eu tenho um carro, posso te levar pra qualquer lugar.
- Eu prefiro andar mesmo.
- Olha mesmo do Brasil , se você precisar de algo é só falar comigo, posso te enviar dinheiro, qualquer coisa...
DINHEIRO. O cara achando que eu era puta.
Só pode ser brincadeira.
- Beleza cara, vou seguir meu caminho (vocês puderam perceber que mudou o tom né imagina eu falando isso em inglês)
- Podemos dar outro abraço?
- Não.
...
Eu acho que ele ainda me acompanhou sem eu querer mais um quarteirão.

Eu sou ou não sou para-raio de doido???


um desses daqui, tu acha que cola? Num cola. 
Minha vida.

16 de julho de 2016

Sobre ser apaixonada


Nem sempre o outro pode corresponder com nossas carências, nossos sentimentos e humores. Hoje me senti só, queria um pouco de romantismo. Ele apenas descansar merecidamente depois do trabalho.

Então me recordei de uma história da vida.

Fumávamos no cantinho da escada, falando sei lá do que e me perguntaram se eu era apaixonada. Apaixonada pela pessoa em que me relacionava na época ou apenas apaixonada?
Apaixonada eu sou, todos os dias eu me apaixono.
A resposta foi que a pessoa não se sentia assim há tempos.

Me senti triste por ele. Penso nisso hoje e fico com pena. Viver com uma pessoa da qual você não é apaixonada.

Mas a questão não era apenas a paixão em relacionamentos. Não era exatamente aquilo que queria dizer com a minha resposta.
A minha resposta foi tão natural que "assustou" o rapaz. E há verdade nela.

Eu sou apaixonada.
Na rua, a gente se apaixona a todo minuto.
A paixão que sinto pelos meus bichos é indescritível. Sou terrivelmente apaixonada por eles.
Sou apaixonada por todas as cores do mundo. Passaria dias misturando tintas para descobrir cores.
Sou apaixonada pela Lua, estrelas e o infinito impossível de decifrar.

E também sou apaixonada pelos olhos dele. Tenho paixão. Olhos grandes e pesados. Um brilho perdido. Sonhei, ainda adolescente,  que me casaria com o homem com olhos árabes, que me tirava da tempestade de areia.

Sou apaixonada por aquele que sempre está na minha vida mas tão distante de si que é impossível agora de trazer pra cá. A paixão está no mistério.

Já fui muito apaixonada por aquele que foi o meu primeiro amor. Aquele que me ensinou e ensina que nem sempre toda a sua paixão será correspondida. Não mais. Aí a paixão dói. Parece um desperdício.

Talvez o problema da paixão é que , se não for de alguma maneira alimentada, ela apaga.
Ela é uma faísca.

Gostaria de pedir para não deixar nos apagar. Mas na vida poucos são os que aprendem por palavras. Humano.
O humano precisa viver para aprender.
Todos temos outras paixões para sentir.






26 de fevereiro de 2014

Tinder

Eu a conheci no Tinder.
Sim aquele aplicativo lá. Jamais achei que poderia conhecer, e mais espantoso ainda, comer alguém através desse Tinder. Mas rolou, rolou sim, rolou bonito, de primeira.
Rolou rápido também. Sabe como é , toda aquela pegação no banco de trás do carro, pegada, chupada e não deu pra aguentar, deu 3 minutos e pá, pelo menos dei uma segunda e ela gozou , ou disse, pra mim dá na mesma, se enganado fui, foi direito pelo menos.
Não temos vínculo, ela me confessou que namora.
Não ligo mas também não entendo.
Não estou aqui para julgar também mas esse comportamento conheço pelos homens com quem trabalhei. Reunião, trabalho mais tarde, até umas 20:30 tá liberado para a amante.
Entra, transa, ri, fuma, vai embora, pronto para voltar para a rotina chata, casa, filhos, mulher.
Tive outra chance, me chamou pra casa de uma amiga. Papo bom, maconha boa, pensando num menage , por que não?
Tivemos uma chance sozinhos. Rolou. Agora foram 5 minutos. Mas que merda!
5 minutos cara? Ok que para mim 5 minutos muito bem gastos, mas 5 minutos?
E depois? Dorme junto? Pede pizza? Vai embora?
Achei melhor. Acho que ela também. Não fez muito esforço pra eu ficar.
Passou.
Passou um tempo.
Arrumei uma namorada.
Menos experiente.
Sabe como é.



28 de dezembro de 2013

69 , 9 e meia

Rio de Janeiro, calor do caralho, último dia da amiga na viagem.

Vamos tomar um café, numa cafeteria meio bar, lá não tem a "padoca" paulistana, mas é como se fosse. Pedi para o cara do balcão um café.

Ele parou com dois recipientes na mão e disse.
- Qto?
-Como assim?
-Qto oras, qto de leite?
- Nãao, para mim é um café puro mesmo.
- Ah tá agora entendi.
 -Quero um pão na chapa também , por favor.
Aquela viradinha básico para o outro cara:
-E eu queria é um 69 bem gostoso...
- OLOKO MOÇO, mas A ESSA HORA!
Outro atendente rindo, tentando disfarçar.
- Caramba que animado! (ponha uma carinha)
- O que?Agora que não entendi nada!
-Ah mas você entendeu sim!
Nisso já ríamos todos e o outro nem disfarçava mais.
- Eu ouvi! hahahaha
Pensa num cidadão grande que ficou sem graça?

Achei bom, achei energético. Ele faria . Certeza.

15 de dezembro de 2013

Google Search

((Pesquisa: boquete+paulista+flagra))
- Mas que que isso amiga? Tá nesse nível a carência?
-Ai menina, que susto, para, fecha a porta, não é nada disso.
- O que que você aprontou?
-Ah aprontei. Em termos.
- Hm.
- Ai paguei um boquete ali no Masp, escondidinho, foi isso oras.
- MAS GENTE!!!!
- Agora estou procurando , sei lá, vai que né?
- NÃO ESTOU ACREDITANDO, tem medo mas não vergonha (rolando de rir)
- Fofa, essa juventude nos dá uma energia...
- Ah só se for, porque tu tá bem grandinha pra fazer isso né? Além de tudo tá pegando os 9vinho??
-Convenhamos, estava cagando de medo... Fiquei pensando na minhas rugas, na pele firme dele, Jesus, quanta diferença...
- HAHAHAHAHAHHA apenas pareeeeee.
- Foi gostosinho po...
- hauhauhauhauhauhuhsuidudia e ai achou alguma coisa?
- Olha, meu meu ainda não achei, mas VEM VER ISSO AQUI !

Ah , as mulheres ...

4 de dezembro de 2013

Homens sufocados. Coitados.

Depois de ler o mar de chorume abaixo eu resolvi escrever umas palavras pra homenzarada, rapidinho, indolor e inodoro:
http://revistaforum.com.br/blog/2013/12/revista-playboy-faz-campanha-motivada-pela-masculinidade-sufocada/



Cresçam. Sério. Rápido!
Parem com isso de mulher-objeto sexo-casual pinto-em-qualquer0buraco.
Se você é um desses eu aconselho terapia com urgência!
Seu pau não é o cajado sagrado, e olha, vou te confessar, tem vibrador bem melhor que pinto.
Sabe o porquê das mulheres não comprarem tantos vibradores e procurarem homens de verdade? Exato, pelo contato humano.
Pode espernear, chorar e se fazer de machão a vontade. Você também precisa de contato humano.
Precisa da buceta e do resto. Precisa do boquete e de trocar meia duzia de palavras.
Porque é como somos. Somos humanos pelo contato. Aprendemos pelo relacionamento humano.

Sexo é bom, casual pode ser ótimo mas qual a necessidade em degradar aquela pessoa que você acabou de trocar energias, líquidos, fluídos, gemidos? Não faz sentido. Ter carinho, demonstrar respeito e ser legal com a pessoa que você transou não te faz menos homem, não ilude ninguém, apenas demonstra que você é uma boa pessoa.



Em relação ao sufoco que vocês passam em seus relacionamentos eu tenho uma dica: arrume uma mulher / companheira e não uma segunda mãe. Assim ninguém vai te sufocar, pois essa mulher terá uma vida. Casamento com mãe é assim, ela limpa a casa e pode reclamar quando você suja.

E se você acha que bunda é feita para olhar, mulher é feita pra mexer na rua, eu espero que você pense que sua mãe é mulher. Ainda não inventaram outra forma de vir ao mundo que não seja pelas entrepernas de uma mulher. E você não gostaria de ver sua mãe como uma simples buceta certo?

O Édipo agradece. De nada.

12 de setembro de 2013

A "cantada" que nunca esqueci.

Nesse dia em que tanto se discutiu sobre o fiu-fiu das ruas, em que tanto se confundiu um elogio de alguém conhecido com o desrespeito pelo qual nós mulheres passamos todos os dias, as agressões e violência verbalizadas, e em muitos casos, assédio sexual venho aqui contar uma dessas agressões que ficou na minha cabeça.
Estávamos meu pai , minha mãe e eu para atravessar a rua quando passou um ônibus cheio de torcedores, e então os gritos de gostosa e delícia e tudo mais começaram a ecoar.
Meu pai na sua macheza toda soltou: é gostosa mas é minha. E então retrucaram: é com a sua filha!
Eu devia ter uns 14 anos.
Não consigo descrever o constrangimento.
Nem em respeito a mim, nem em respeito aos meus pais.
Eu não entendo em que parar com esse tipo de atitude babaca afetaria a masculinidade desses homens tão carentes de atenção e tão medroso de perder um status que é tão ultrapassado quanto inaceitável.
Meninos, não mexam com as moças nas ruas, é desrespeitoso, e vocês não precisam disso pra provar nada pra ninguém.
Um beijo e paz.

30 de junho de 2010

Por acaso não tive opção.

Por Ismael Arruda

11 meses de namoro. 12 se contar o enrosco. Hoje fui olhar meu orkut e estava lá como conta de água e luz pra me lembrar do nosso compromisso. Não que eu tivesse muita opção, mas K. me deixou claro que mais de um mês de rolo não dava. Dai não que eu tivesse muita opção né, mas por acaso eu resolvi que aceitaria. Sabe que às vezes a gente faz uns negócios assim por causa de sexo e ela sabia que eu não diria não. Não que fosse muito além do esperado, mas tem certas horas na vida que a gente cansa um pouco de procurar. E é irônico que depois de alguns meses a gente quer mesmo é procurar os velhos contatos e fazer a limpa, como nos velhos tempos. Mas daí me lembro que não me sentia muito bem, de vez em quando me sentia um daqueles cachorros pinscher que só serve pra cruzar. Nem perna perdoa. É legal de contar pros amigos , mas é chato quando se tem uma daquelas dores de garganta e só tem sua mãe pra te cuidar.
Mas não que eu esteja reclamando da K. E também não tenho problema em dizer o nome,até mesmo porque o meu também não é Ismael, mas vai que por acaso ela lê. K. tem esse nome daquela atriz que a mãe achava chique, e abençoou a filha. Hoje é nome de pobre mesmo, mas pobre não dá pra dizer que ela é. Nasceu naquela safra de classe média que ficou rica no interior, é de Sorocaba e veio pra São Paulo estudar moda, no Santa Marcelina, porque ficou meio sem opção depois que não passou na USP. Daí os pais pagam um apartamento bem cuidado além das regalias típicas de mulher. No meu trabalho dizem que ela é bonita demais pra mim, também porque ela deixou no meu celular uma foto em que ela está bonita e eu pareço o diabo. Tudo bem, eu sei que ela faz isso pra marcar território. Não que adiante muito. Na verdade sempre fui fiel, mas não que eu tivesse muita opção. Por acaso eu me faço de pegador no trabalho, mas claro que não sou levado a sério. Coisa de homem, por acaso.
Mas às vezes esse negócio é complicado, a K. fica me fazendo pressão pra casar e pergunta porque eu não vou pra lá morar com ela. Dai dou a desculpa que não tenho opção né, fica muito longe porque a firma é ali na Berrini e eu moro em Osasco, daí pega a Marginal e já era. Na maioria eu vou de trem, mas tenho um Gol preto que ainda estou pagando. Talvez ele tenha me ajudado na conquista, pois foi bem no dia em que estreei o carro numa baladinha de playboy que eu a conheci. Eu não sei muito bem o que ela vê em mim às vezes parece que eu sou objeto de estudo pra elas e os amigos. Algo meio alternativo assim, sabe? Por acaso de vez em quando eu fico sem opção e deixo que ela se ache inteligente. Claro que ela me faz ver filmes chatos, e comenta coisas que parecem inteligentes e por mais que eu fale que é chato, dou a entender que ela é inteligente, porque concordar com uma mulher, para elas, dá mais prazer que 10 orgasmos. Ainda bem que eu não sou assim porque nunca concorda comigo. Dai eu fico sem opção e acabo concordando com tudo. Daí quando eu não concordo mesmo, e quero contrariar eu acabo mentindo. Porque o Pato não é um amigo ruim só porque comeu a amiga dela e não apareceu mais. O cara é brother e é claro que eu vou sair para tomar uma breja com ele. Não que eu vá contar. Porque cria caso. Fico sem opção. É claro que eu vou cantar a gostosa da mesa do lado, por acaso é coisa de homem isso, assim como é coisa de mulher encher o saco. Toda terça que tem futebol é um perrengue porque eu tô ligado que sempre tem uns que dão a desculpa do futebol pra sair com a amante, mas eu vou lá pra jogar bola, comer churrasco e beber cerveja porra! E porquê eu deveria acreditar que ela vai ao shopping com a amiga paty para comprar maquiagem? Mas dai não falo nada pra não perder a razão.
Mas dai funciona assim, a gente vive por acaso meio sem opção, e pensa se vale mesmo a pena, mas é só o tempinho entre uma estação e outra, porque homem não tem que ficar pensando muito mesmo, pelo menos é o que dizem, se vier aquele sentimento esquisito, bota pra fora no próximo jogo do Timão e já era né não?

21 de setembro de 2009

Ligeiramente Grávida

Trata-se do filme da vida real.
Você, garotinha marota, bem relacionada, sai com o gatinho, todo saradinho e na hora do Go Go Fight "esquece", apesar de todo motel ter camisinha ali pertinho, de usar tal item. Amiga, começou seu pesadelo.
Obviamente não darei sermão aqui sobre se prevenir ou não, somos todos adultos e sabemos que acontece, não deveria, mas acontece.
O que tratarei aqui é sobre a posição dos homens em relação ao que acontece depois disso. Homens não querem saber da AIDS, da Hepatite, nem do HPV, nem do Cancro Mole. A grande "doença" que os homens têm medo é a gravidez.
E após o sucesso do coito, ele passará a te infernizar, até sua próxima menstruação.
É o span da gravidez. SMS, orkut, msn, telefone etc etc etc , até o famigerado dia.
Entendo a preocupação, filho não planejado é difícil. Mas gravidez não é doença, e, se havia tanto medo, por que não usar a camisinha? Vejo que, hoje em dia, essa obrigação passou a ser TOTALMENTE da mulher, quando na verdade rapazes, vocês deveriam usá-las como obrigação! Depois, não será nenhuma mensagem de texto que resolverá!
E outra, a mulher é a pessoa que decidirá sobre a criança, caso isso aconteça. Eu sou a favor do aborto, mas fazer aborto não é como tomar banho, ou cortar a unha. A mulher é que decidirá sobre isso. Não adianta. Homens nunca saberão mesmo o que é carregar um filho, não sofrem pressão, e, nesses casos, nem sempre cuidam da criança.
Portanto, repito, se não quer criança, ENCAPE A PIROCA!

O outro lado da história...
Quantas vezes já ouvi reclamações de amigos desesperados porque o casinho diz-se grávida? Mesmo em situações impossíveis, com o uso de camisinha.
Bom, mulheres que fazem isso, com o único intuito de ver se o cara se importa com ela, são no mínimo idiotas. Amiga, a chance do cara correr de você a partir da próxima menstruação é de 99%. Além de ser falta de caráter, é burrice.
E pra vocês meninos, não caiam nesse conto do vigário. Testes de gravidez custam R$ 5 e salvam de noites mal dormidas.


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31 de agosto de 2009

Eu não te quero mais.

Quando começamos um relacionamento parece que o mundo para de girar por alguns meses, a vida muda em função daquele ser, tudo é paixão, amor e todo resto que vem acompanhado. Pensamos que não podemos viver sem aquele ser para telefonar, pra receber um bom dia, um beijo, qualquer coisa do gênero. Depois de passado o furor juvenil, começam as brigas, ciúmes, possessão demoníaca e o que era maravilhoso passa a ser uma tortura da qual nós só aguentamos pelo simples fato de ter se acostumado com a situação. Finalmente, tomada a decisão da separação, depois do chororô, da dor, do desapego queremos que a pessoa desapareça da face da terra. Eu não acredito em amizade com ex, pode ser que ela exista no país dos seres superiores, ou dos mongóis que não dão adeus ao passado. Porque ex namorado parece um fantasma que assombra, mesmo com tudo resolvido, morto-enterrado.
O mais difícil dessa situação é que acham que você sempre estará disponível pra foda sem compromisso, ou para retornar ao amor de antigamente.
Bom, um simples "eu não te quero mais, porra!" deveria bastar.
E o pior de tudo é quando você descobre que o sujeito é da pior espécie de ser humano, daqueles que não tem caráter. Pior ainda é quando, por sacanagem mesmo, a pessoa não quer ser enterrada. Mas muito, muito pior é não ter passado por nenhuma dessas fases, e o ser não desencanar de te perturbar.
Claro que ele não quer amor, óbvio que é apenas para te encher o saco.
Eu não consigo entender a demência humana suficientemente para entender. E se ler isso, capaz de achar que eu me importo muito ainda. Não, eu não me importo. Não, eu não te quero mais, nunca quis, e nunca vou querer. Nunca te amei. Nunca te desejei, nem te respeitei como homem. Nunca quis ter um relacionamento. Eu era apenas um adolescente, e queria paixões, como toda adolescente. Passou. Faz muito tempo.
Pegue um pouco da dignidade restante, desapareça.
É melhor, e não há necessidade de crueldade.
Algumas pessoas preferem ser lembradas como imbecis, mais ainda serem lembradas, do que serem guardadas lembranças boas e carinhosas.
Vai entender. Psicólogo neles.

PS. Para os amigos do meu ex, não preciso explicar, não é um recado para ele. Esse eu ainda espero que tenha dignidade e seja muito feliz. Mesmo. Climão "esssazora" não né? Grata.

2 de fevereiro de 2009

Padres Bonitos, um show da fé!

Tudo começou quando entrei numa loja de artigos católicos com uma amiga. Ela queria um terço ( e uma cruz invertida ). Instantaneamente a dona da loja foi dar uma voltinha. Ah, apenas uma estranha coincidência né?
Mas prosseguindo com o post, reparei que a loja estava repleta de, além de Jesus pregado na cruz de diversas formas, pôsteres de diversos padres. Todos eles bonitos. Sim, bonitos para os padrões brasileiros de homens. Todos eles cantores e bem pop. Acho que o melhor exemplo do momento é o Padre Fábio de Melo. Porra, o cara é bonitão mesmo! E segundo dizem por ai, nos show a galera feminina (ou não) fica histérica, profanando heresias como "delícia", "gostoso" etc etc. Como podemos ver no próprio blog do padre, isso de ser sex simbol religioso deve criar muitas dúvidas e intrigas na cabeça do pobre servo de Deus.







Uma pena, pena mesmo que não ganho com merchan! Ulalá!






Eu realmente gostaria de entender tudo isso. Como uma pessoa se sujeita a ser padre,bonito ou não, já é um grande mistério para mim. Fica bem claro que é um golpe de marketing católico, que tem funcionado com certa freqüência, desde Padre Marcelo.
É certo apelar para a imagem para ganhar fiéis? Certamente, pelo que vemos por ai, tantos milagreiros, isso é o de menos. Mesmo assim não me parece muito justo mexer com o imaginário das fiéis frenéticas pelo corpinho intocado dos moços.

Procurando fontes para esse post, deparei com os bonitões do Vaticano, num site gay, por sinal, deixo as imagens, e vocês tirem suas conclusões.


Isso são alguns que posaram para um calendário... Torço para o segundo se chamar Amaro.

19 de janeiro de 2009

Seis da tarde na Ilha do Cardoso

Além de ser o horário propício para os ataques de mosquitos faminto, é hora, já marcada, do futebol no campinho de areia.
E daí que vemos que há gente na Ilha!
Não importa o quão remoto futebol, no Brasil, é linguagem universal.
Mas percebo as diferenças do futebol da cidade grande. Aqui as pessoas jogam sorrindo. Os palavrões,quando consigo entender, porque eita sotaque enrolado!, não são dirigidos, apenas palavrões do jogo. Não houve brigas, e até os meninos estavam no meio.
As moças estavam sentadas, observando, a maioria já casadas (e com filhos) dos jogadores.
Conversando com uma senhora ela me contou o caso que do outro lado do rio, já Paraná, também tinha o jogo às seis, mas pararam, pois um rapaz, durante a partida, quebrou a perna em três lugares! Desde então os que não aguentam de vontade de jogar, atravessam o rio de canoa. Mas ela morre de medo, vai que acontece com o marido ou filho ou sobrinho, a mesma coisa!
Os turistas que estão hospedados aqui também jogaram. E da bem pra perceber quem são os turistas. O povo daqui, além de queimados pelo sol, claro, tem traços indígenas, pelo menos eu acho que tem. Principalmente o Luís. O Luís era aclamado no jogo pelos outros. É um senhor Atarracado, de pescoço para dentro e cabeça grande. Eles gostam dele, não me pergunte o porquê.Acredito que quando tem futebol as pessoas mudam. Até o rapazinho de onde estamos hospedados, todo tímido, bem caipira, chegou a conversar com a gente, animado. Vai saber como é seu Luís fora do campo.
O jogo só acabou porque o sol resolveu descansar um pouco (pois ele se põe às 20:30) e a bola se arremessada longe, como foi diversas vezes, podia não ser mais encontrada. E deve dar um senhor trabalho comprar outra, uma vez que a mercearia local vende só cerveja, pipoca doce e cigarros Kirby.
Do mesmo modo que apareceram do meio do mato, se foram mato adentro.
Não acabo sem contar a digna observação do nosso colega turista, dizendo que a competição é injusta pois os pés nativos possuem o dobro da largura e espessura. Pés preparados para areia, já os nossos, pros sapatos.

PS. Uma das turistas tirou foto (claro, eu estava sem minha máquina), trocamos emails, mas até o momento ela não me passou a foto! Quando tiver, ilustro nesse espaço!

30 de outubro de 2008

O Gordinho de "regime "

Vou contar um causo que deu dó.
Passava tranquilamente, indo para minha casa, que é cheia de ladeiras e morros e para escalá-los faz-se necessário ventosas, como já me disseram , quando de longe avisto um gordinho suado. Gordinho é bondade minha. Obeso, obesão mermo.
O tempo de chegar na porta do meu prédio, foi o tempo dele estar na esquina. Escondido. Camuflado. Ilegal. Aprontando.
Vi que o gordinho comia compulsivamente. Tomava o segundo todinho. Tinha um pacote da padaria, e mais outro de salgadinho. Comia com um prazer culpado, todo vermelho e suado.
Possivelmente faz isso escondido da mulher, que também o obriga a ir dar uma voltinha para tentar emagrecer.
Gordinho culpado, não faça isso. Sua mulher está tentando salvá-lo. E salvá-la. Imagina quantas noites ela não dormiu por causa de seu ronco? Ou quantas vezes ela não quis, bom, enfim, olhando para você e lembrando como era esbelto na juventude?
E tirando o fato da mulher e toda essa baboseira, procure um psicólogo. Não desperdice comida tentando encobrir suas carências.
Mesmo assim, deu dó.
Foi uma cena bizarra. Parecia uma criança que come banana verde de madrugada.
Depois disso, vi o gordinho mais algumas vezes.
Acredito que agora ele tenha desistido.
Fez bem.
Sou uma pessoa sensível, não posso ver tal cena.
Pior mesmo seria se eu falasse com ele.
Capaz de rosnar, mostrar os dentes e atacar!!!!

17 de junho de 2008

A competitividade masculina me diverte.

Eu, basicamente minha vida toda, sempre convivi mais com homens, do que com mulheres.
Sendo, então, uma conhecedora desse universo unilateral, devasso e boemio, passo algum tempo observando esses seres.
Em especial quando há algum tipo de pinga envolvida.
Sinto - me num verdedeiro Freak Show.
Misturando cachaça, mulher e algum tipo de competitividade, tipo uma partida de gol-a-gol, poker e até mesmo ping pong, isso pode virar um verdadeiro habitat para estudos científicos da pesada.
Nos remete à pré história, aos instintos de disputa, para ver quem é o mais forte, o mais ligeiro e no caso da história em questão, quem é o melhor no tênis de mesa.
E nós mulheres, instintivamente também adoramos.
Torcemos para aquele fulano no qual, insconscientemente talvez, temos uma quedinha.
Os rapazes, com o passar da evolução, perderam aquilo de voar no pescoço alheio, e cortar cabeças com machadinhas, pelo menos alguns.
Então, queridos homens pré históricos e competitivos, continuem, pois nos divertimos muito com tudo isso!
Que atire a primeira mulher que já não vivênciou a situação!

3 de junho de 2008

Carta de um homem desesperado que encontra na saudade a esperança pra continuar vivendo

Aquela carta que deixou em cima da mesa quase tirou minha vida.
Tirou meu sono, meu sorriso.
Nunca imaginei que sentiria sua falta dessa maneira, então te deixei ir.
Agora sinto saudades do seu café, quando tomo uma borra amarga que servem na padaria.
E penso nos dias que te abandonei, por causa da viagem de negócios, do happy hour e das horas extras.
Muitas vezes quis estar longe, quis minha liberdade, não dei ouvidos as suas insistentes mágoas. Achava mesmo que nossa rotina não me faria falta. E agora como sinto falta de você!
Os dias são cinzas, as horas se arrastam e passo a ficar na janela para ver se volta.
E não volta. Um mês e não volta.
Não atende o celular, sua mãe diz que não esta, vou no shopping pra ver se te encontro e fico imaginando se está com algum rapaz da metade de sua idade, um senhor rico, ou um vizinho.
Estas me deixando louco Jandira.
Peço o seu perdão, imploro de joelho, largo meu emprego para irmos para a Grécia, vamos ter aquele filho que planejávamos, passo o Natal com sua família, mas volta porque senão não tenho mais paz.
Prometo vida nova, casa nova, caso na igreja, mas volta senão prefiro não mais aguentar as noites de insônia longe de ti.
Termino essa carta com um singelo e sincero eu te amo, e peço para você voltar, traga de volta seu amor, e assim, devolva-me o brilho da minha vida.



PS. Trabalho que tive que fazer para a menina Juliana, que não consegue escrever uma simples carta de amor de regresso. CADA UMA viu?! hahahahahhahahaha