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24 de março de 2009

Show do Radiohead

Tudo o que eu escrever aqui sobre eles parecerá sentimental demais. Por isso esperei tantos dias para escrever, para ver se passava minha euforia.

Não adiantou. Talvez algumas pessoas que gostam de aporrinhar a vida alheia não entendam. Talvez achem coisa de adolescente. E se for também, pouco me importa. Pouco importa se vai soar clichê, mas foi o melhor show da minha vida. E foi o que eu mais esperei também, cerca de 10 anos. E para uma espera de 10 anos foi pouco tempo de show, mas aproveitei cada minuto.
Eu só queria ter 15 cm a mais para poder ver melhor Tom Yorke e trupe igualmente foda.
Estava entre amigos, meu irmão, meu amor. Não poderia ser melhor.
Radiohead marcou minha adolescência, claro. Fez pensar, fez chorar , fez sentir. Quanto tempo você não ouve uma música que te traz esses sentimentos? Quanto tempo uma música não te faz sorrir e chorar? Radiohead nos trouxe isso. Trouxe de volta muitos sentimentos que estavam perdidos. Trouxe de volta um pouco da minha essência, daquelas que eu tinha jogado fora e renegado.
Depois do show não dormimos. Eu pensei, e de novo vou me reavaliar.

Falando do show propriamente dito, como sempre, organização uma piada. Banheiros nojentos, filas enormes e quase saímos esmagados.




Mas eu nunca vi em show um som tão bom. Houve dinâmica (musical). Claro que grande parte pela banda, mas via-se e ouvia-se bem. Um milagre. Os efeitos de palco eram hipnotizadores. Meu amigo disse que parecia que estava num sonho, e foi basicamente isso. Radiohead tratou bem o público, trouxe o mesmo palco, e melhorou o repertório porque em outros lugares não tocaram o último bis.

Certamente foi um show que agradou quem gosta de música. De música tocada pela música.
E agora é esperar mais "vai saber" quanto anos por um retorno!






You are all I need
You are all I need
I'm in the middle of your picture
Lying in the leaves





12 de fevereiro de 2009

Manu Chao no Espaço das Américas

Desnecessário comentar a falta de organização e de qualidade sonora, coisa que comento sobre quase todo show que vou.
Eu consegui meu ingresso comprando na hora, primeiro dos que estavam na fila para retirar os ingressos, comprados pela internet. Isso depois de perguntar pra uns 3 organizadores e de pegar a fila errada pela informação deles.
Por ser um galpão, acústica zero,guitarra berrando, o som voltava e formava eco (eu esqueci o termo usado para isso), porém os telões estavam 100%, e dava pra ver bem os músicos.

Manu Chao estúdio é completamente diferente do ao vivo, acredito que quem estava "desacostumado" estranhou. A maior parte das músicas foram do Radiola, CD da turnê "nova", de 2007. (penso que desde 2007 estão em turnê, vida boa de músico não é?) Mas os clássicos foram muito legais de ver.
A verdade é que eu estava mais me sentindo numa balada do que num show. A quantidade de filhos de rico era imensa, parecia que o elenco da Malhação estava lá.
Engraçado isso, o artista tem cunho social, mas não o grande público, pelo menos em São Paulo. Acredito que a grande maioria não estava ligando a mínima para o imigrante mexicano atravessando a fronteira, mas sim para a erva danada comendo solta. É como aqueles que começam ouvindo Bob Marley. Fingem que liga pra Jamaica, mas querem mesmo é saber da santidade verde.
Faz parte, faz não?
A música tem dessas coisas. E quem sabe alguém ali preste atenção na mensagem,se isso for mesmo importante.



Clássico, clandestino.

No geralzão, o show foi 6 pra 7, mas a diversão foi garantida! ;)


E esperança galera,sempre, como transmite o franzino e alegre Manu Chao!

9 de fevereiro de 2009

Pérola - Rico Suabe

Não sei como não compartilhei isso com vocês antes:





Comentários :

Isso de misturar inglês com español oh my god és muy cool!
Só artistão faz isso, Jeniffer Lopes, Shakira, tudo muito bom, mi casa, su casa!

0:14: o vídeo já vale pela abertura.
0:39: mensagem positiva: I don´t drink or smoke, ou seja, fez essa merda sóbrio mesmo!
0:43: ???????????
0:44: uuuu, viciadinho em mulher, vocês acreditam?
0:51: jogadinha básica.
1:06: todo clipe latino que preste tem que ter .... MARIACHIS!
1:15: gente, olha lá os passinhos ...
1:22: SUABEEEEEEE
1:34: quatro mujeres ahuauhhuahuauhahuuhahuauhahauha
2:03 : isso é o que exatamente?
2:14: ??????????
2:15: meu deus do céu que que é isso?
2:35: unf, they gonna looovee my aperence ...
2:51: alguém me explica?
3:09: no coments
3:15: rico
2:25: riiiiicooooo
3:33 : não consigo hahahahahahahahahaa
3:51: dance, dance, dance
4:05: uuuuuu ele é mau

Sempre que vocês se sentirem ridículos lembrem-se, tem piores...

11 de novembro de 2008

Evento JT de Domingo - Música na Rua

Segundo o próprio Jornal da Tarde, 150 mil pessoas passearam na Av Paulista nesse domingo, e puderam apreciar diversos artistas, profissionais ou amadores, tocando diversos estilos, na calçada mesmo.
Eu achei uma iniciativa muito legal.
Lógico que sempre haverá as rodinhas de Legião Urbana a nos importunar, porém eu destaco a orquestra de sanfonas, na qual a idade média era de 75 anos , comandada por uma senhora loira, de vestido branco, com uma sanfona rosa.
Ou o doidão fazendo uma session, imitando um instrumento de sopro com uma folha.
A gente vê cada maluco no mundo não??

Os músicos que tocaram estão aqui: http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=847

Seria bom se pudessemos apreciar música de graça, todo domingo... Bem legal ...

29 de julho de 2008

Egberto Gismonti, no teatro do Sesi

O Centro Cultural Sesi promove alguns eventos culturais, por preços bem populares, e que realmente valem a pena.
Esse domingo, assisti Egberto Gismonti, em um desses eventos. Já o conhecia de nome mas, nunca tive a oportunidade de vê-lo.
Por 10 reais, essa era a oportunidade.
De cara, já faço uma crítica.
Esse teatro do Sesi é péssimo para shows. É o terceiro que vejo e em todos eles saímos desapontados. Ou o técnico de som é desqualificado, ou não disponibilizam verba para compra de equipamentos descentes, ou é pura safadeza mesmo, pois pagamos barato e não podemos exigir. Eu fico com todas as possibilidades.
Isso ficou ainda mais evidente nesse show, pois ele tocou apenas com o filho dele, e não com uma banda.
Meu namorado disse para eu me preparar, pois estava prestes a ver um dos melhores músicos do mundo!
Eu acho os músicos sujeitos engraçados. Com ele não foi diferente. Um senhor de protuberância estomacal, cabelos brancos na altura da cintura e um lenço, vermelho, claro. Achei fantástico. Parecia um cigano ou coisa que valha.
O filho dele é um garoto franzino, óculos e bigodinho de cobrador, daquele tipo de músico bem nerds mesmo.
Começando com um violão que tinha um número enorme de cordas. Talvez 8, preciso conferir.
Indiscutivelmente um grande músico. Porém a perfeição técnica de vez em quando abafa a musicalidade. E ai passa a ser um show exclusivamente para o ego artístico, ou para uma platéia de músicos.
Depois de alguns pedidos para o técnico de som, arrumar o agudo, que não estava saindo, o que o deixou visivelmente irritado, chegando a sair do palco para conversar e deixou o filho em frente à platéia, e ele parecendo que estava com prisão de ventre musical*, decidiu tocar piano.
E ainda fez uma piadinha " Ah sim, o piano tem agudo!!!". Mal sabia que não haveria graves.
Toda a musicalidade que achei faltar no violão, ele demonstrou no piano.
Foi lindo!
Valeu a pena.
Pretendo vê-lo em algum lugar que, tenham graves e agudos em harmonia, e aconselho a fazerem o mesmo.



* Prisão de ventre musical: Estado do qual o músico encontra-se tão preocupado em tocar técnico, que esquece da música em si. O som sai portanto prensado, sem musicalidade, como se estivesse travado, daí a expressão.

30 de junho de 2008

Alaíde Costa

Domingo despretensioso, meu namorado me propõe um programa, e avisa ele : Meio de velho.
Ver Alaíde Costa no Sesc Pompéia .
Confesso, envergonhada, que não conheço muito de música brasileira, e a única vez que a vi cantar foi na TV Cultura, daquelas bem das antigonas e numa roda de samba, já velhinha, também na TV Cultura.
Chegando no recinto, a média de idade era de 100 anos. Sério.
"Eu avisei" retrucou meu namorado.
Mas não estou reclamando, acho até bonitinho!
Parênteses.
Além de deixar o carro na rua, e além de ter o incômodo dos flanelinhas, agora eles escolhem o valor a pagar, no caso, 5 reais. É cada uma!
Voltando.
No início do show, uma mini apresentação de teatro. Impressionante como hoje em dia querem enfiar teatro em tudo. Acham que fica mais cult. Daqui a pouco pra comprar pão vai ter cena de teatro ( nos Jardim, ou qualquer bairro chique, claro, pois só gente chique acha chique enfiar teatro em tudo). Enfim.
Entra a dama. Com vestido longo de noite, daqueles que não mais se vê nas cantoras atuais, cheio de brilhos, das divas que tem, impressionante, 50 e tantos anos de carreira.
E canta com a voz engraçada, de quem parece que está conversando, voz peculiar, como essa não há outra.
Quem não conhece, acha estranho no início.
E Alaíde Toma conta do palco, como só as pessoas de incrível talento conseguem, toma o palco como se lá não estivesse mais ninguém, interpretando grande canções, dando vida as palavras de Vinícius e Tom, chatos por natureza.
E canta a vida de amor sofrido, saudades e desilusões, amores fortes e esperanças.
E suas próprias composições de coisas que só mulheres são capazes de se emocionar.
De todas as idades.
E quando dá pra falar, vê - se que a senhorinha tem uma vozinha tão suaaave, tão tímida. Quando canta virá gigante.
Muito bonito.
Emocionante.
Sem lirismo barato, sem licença poética.
Como foi citado, uma das divas do mundo.
Precisamos delas, para acalentar nossas almas, e cantarem nossas dores.

PS. Não gastamos 5 reais com estacionamento na rua, pois, obviamente, o flanelinha não estava mais lá quando saímos. O carro estava, pra nossa sorte.

3 de março de 2008

Meu encontro com "a Dama de Ferro" - Iron Maiden !


Depois de quase dois meses com ingresso na mão, finalmente pudemos assistir ao show do Iron Maiden na turnê " Somewhere Back in Time".

Apesar de já ter ouvido muitas das músicas ao vivo devo dizer que foi um pulta show.
Tirando o estádio Palestra Itália ( conhecido como Chiqueirão) que fez juz ao apelido, pois não havia água nos banheiros, maior feder pelos arredores, lixos mil e além de tudo isso é péssimo, pois a arquibancada é na mesma altura do campo, basicamente ... Ah! e é pequeno .
Como sempre, o som estava uma merda, e a voz do Bruce não aparecia nos refrões, tamanha quantidade de pessoas entoando o "chorus".
As três guitarras existentes não sobressaiam as dedadas frenéticas de Harris, coisa que eu achei bom, muito bom, por ser fã do moço.
A galera descolada, intelectual, ou pseudo, indie, torce o nariz. Costumam ser deveras intolerante com o pessoal do Metal. Não sei o motivo de tal ódio.
Talvez porque Strokes nunca faria um show igual.
Conversando com o pessoal, chegamos a conclusão de que hoje em dia não existem mais bandas como o Iron.
Nenhuma consegue sobreviver muito tempo. E Iron não toca nas rádios mais. Mesmo assim leva 40 mil pessoas (porque acabaram os ingressos, senão seria o dobro) ao show.

É culpa da mídia? Que trata as novas bandas como descartáveis, lançam, faz sucesso enorme, e caem no esquecimento?
Culpa dos fãs inconstantes e chatos? Que quando há um lançamento novo esquecem daquela que era sua banda preferida?
Ou é falta de competência musical mesmo?

Enfim, voltando ao Iron.
Todos deveriam uma vez na vida ir a um show de metal.
A galera é maluca, porém gente fina pra xuxu.
Ninguém te enche o saco.
Ninguém fica parado analisando solo de tal guitarrista ne mperformance de cantor X.
Todo mundo tem uma noite de diversão só.
E saí mais uma vez do show querendo que o Bruce voltasse só para cantar mais uma musiquinha...

Set List (com comentários pessoais hehehe)
Aces High ( A primeira é sempre aquela emoção né?)
2 Minutes to Midnight ( Percebemos que não iria ser facil ouvir alguma coisa no refrão)
Revalations ( Surpresa essa. Nunca pensei que fosse tocar. Quem é fã sabia, quem foi pra ver fear of the dark boiou)
The Trooper ( a roupinha do Bruce valeu! hahaha)
Wasted Years (Essa foi legal de ver ao vivo, apesar de não gostar muito.)
The Number of the Beast ( já inha ouvido)
Can I play With Madness ( O menino Chris pirou)
Rime of the Ancient Mariner ( quero ver alguém cantar inteira sem parar huhuhu)
Powerslave ( o povo pirou)
Heaven Can Wait ( ôôÔôôôôÔôôôÔ )
Run to the Hills ( já tinha visto no show solo do Bruce, dessa vez foi bem mais legal)
Fear of the Dark ( podiam ter passado sem essa de medo do escuro )
Iron Maiden ( O Eddie era do Somewhere in time :) )
Moonchild ( essa foi a melhor da noite! )
The Clairvoyant ( clássica)
Hallowed Be Thy Name ( Foi uma boa pra fechar )


O Bruce é mau pega um pega geral ... Um coroa divertido




Iron Maiden : breguinhas, porém bacaninhas