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23 de julho de 2009

Ortografia

Emprego do J
- Palavras de origem indígena, africana ou popular: canjica, jiboia, jequitibá, jenipapo, cafajeste

Emprego do Ç
-Palavras de procedência árabe, indígena ou africana: açúcar, açude, Paiçandu, caiçara, mulçumano, camurça.

Emprego do X
-Depois de ditongo: Trouxa, amixa, caixa, afrouxar, baixo, feixe.

- Vocábulos de origem indígena ou africaa: Abacaxi, caxambu, caxangá.

- Depois da inicial en- : enxada, enxugar, enxaqueca,enxofre.

Exceções: -Palavras derivadas de outras escritas com Ch (encher - de cheio; encharcar - de charco)

-Após inicial me- : Mexerica, mexe, mexilhão, mexicano.
Exceção: mecha

Emprego do H
- No final de certas interjeições: Ah!, oh!

- Na formação dos dígrafos ch, lh,nh : chaveiro, molhar, galinha

- No topômino Bahia (estado). Os derivados não conservam h: baiano.

- Emprega-se o h no início de palavra por força da etimologia do vocabulário: harpa, hindu, hortam hurram humilde, húmus.

Emprego do E ou do I
- Verbos terminados em uir apresentam a 2ª e 3ª pessoa do singular do presente do indicativo e a 2ª pessoa do singular do imperativo em i : Possuis, possui, constitui, contribui.
- Verbos terminados em uar apresentam-se no presente do subjuntivo em e : Continues, continue, atenue, atue, efetue.

- Os ditongos cuja grafia antiga era ae,oe devem ser escritos com i : Morais, Góis, corrói.

-Rola também a decoreba: Acarear, geada, casimira, cortesia, mexerica, mexerico, petróleo, penicilina, crânio, destilar, cerolina, corpóreo.

Emprego do O ou do U
- Rola basicamente uma decoreba. Abolir, bueiro, bobina, buliçoso, cortiça, camundongo, chuviscar, focinho, goela, mágoa, jabuticaba,polenta, polir, tábua, mandíbula, tossir.

3 de junho de 2009

Emprego do porquê.

É chato e a gente erra toda hora.

1-) Por que = usado em orações interrogativas.
Exemplo: Por que você não ligou?

OBS Se o que estiver perto de pontuação torna-se tônico, e leva acento, pela regra dos monossílabos tônicos.
Ex: Você não me ligou por quê?

2-)Porque = conjunção que indica explicação ou causa, equivale a pois, já que, uma vez que, como.
Para saber se a conjunção é de causa lembre-se que tem uma ordem cronológica.
EX: Não saí(consequência) porque choveu (causa).

Diferente da explicação que segue de verbos no imperativo.
Ex: Não suba, você pode ser machucar.

3-) o porquê = substantivo.
Geralmente está acompanhado de o(a), do, aquele, este, um etc.
Ex; Não consigo entender o porquê daquela briga.

4-) por que = pelo qual
Ex. O ideal por que eu lutei não existe mais.

É uma preposição (por) e pronome relativo (que). Toda vez que ficar em dúvida tente substituir por "pelo qual". Se encaixar, é separado.

5-)por que = usado como interrogação indireta. Pode ser substituido por qual motivo/ por qual razão.

Ex. Quero saber por que (o motivo) você não ligou.



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27 de maio de 2009

A disseminação da AIDS entre os jovens

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No início dos anos 80 descobriu-se uma nova doença, transmitida por contato sanguíneo e por contato sexual. Era chamada peste gay,e , por culpa do preconceito social e midiático por algum tempo achou-se que essa doença era exclusiva dos homossexuais. Hoje se sabe que a doença, a AIDS, contamina todas as classes sociais, não faz distinção de sexo, idade ou opção sexual. Mas o preconceito ainda existe. Os índices da AIDS continuam crescendo, em especial entre os jovens. Isso impressiona, pois se presume que estes sejam bem informados sobre ela.
Porém não há campanhas extensivas sobre o tema, e nem sempre as informações são passadas de forma clara e interessante. A mídia aborda o tema em duas épocas do ano: no carnaval, única época em que o governo distribui preservativos também em campanhas, e no dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à AIDS. Após esse período há um esquecimento.



Os pais não estão preparados para um debate com os filhos, pois não estão suficientemente informados, ou pela distância que se criou, por medo, ou por vergonha, de falar sobre sexo. As escolas não utilizam métodos eficientes de ensino, com informações que servem para chocar e não educar. Portanto há informação, porém é aleatória, imprecisa, desinteressante e ultrapassada.




Por trás disso assume-se um comportamento de risco comum ao jovem, que aliado à desinformação, são os grandes vilões da disseminação da AIDS. O uso de álcool e drogas faz pensar que se está imune aos perigos e que não haverá consequências ao se agir com irresponsabilidade. Vive-se num mundo de ilusões e que , se por acaso, contaminar-se com o vírus há coquetéis, e assim levará uma vida normal.
Deve-se massificar as campanhas de prevenção à AIDS feitas pelas instituições governamentais, com auxílios das mídias populares.




Os pais devem estar sempre bem informados, aconselhar e alertar os filhos sobre comportamentos errôneos e, se necessário, levá-los a orientação de um profissional capacitado. O Ensino de orientação sexual é muito importante, mas necessita de reavaliação no método, pois é ineficiente e inadequado à idade dos alunos. Em complemento a isso, continuar com as pesquisas sobre a cura da AIDS e dos remédios de combate à doença. Enquanto não há cura, a consciência faz-se a melhor aliada.








PS: As fotos interessatíssimas são de campanhas anti aids de várias partes do mundo, francesa, alemã, chinesa e brasileira também.


PS Numa dissertação, mesmo que você não concorde, sempre seja político, traga soluções aos problemas apresentados e jamais use de preconceito ou quebre alguma regra dos Direitos Humanos. #bjomeliga

11 de maio de 2009

Independência dos EUA

A colonização dos EUA pela Inglaterra teve início em 1606, consistia basicamente em refugiados religiosos. Localizavam-se entre os Apalaches e o Atlântico, e tinham dois tipos de colônias: Norte de povoamento, com mão de obra livre e familiar; e Sul de exploração, com escravidão.

Como já havia escrito nesse post, houve relativo descaso da metrópole com a colônia, e assim tiveram autonomia para os negócios e acúmulos de riquezas.
O comércio que era lucrativo na época era o comércio Triangular, que consistia em fabricar cana-de-açúcar na Jamaica. O melaço era levado para os EUA, fabricava-se o rum e esse rum seria levado para na África, onde era trocado por escravos. Sim, escravos valiam preço de pinga.

Bom, uma hora a farra acaba, e a Inglaterra vê que está perdendo uma boa chance de lucrar.
Vem, então a Guerra dos Sete Anos (1756-63) porque houve uma violação de fronteira, na Louisiana, pertencente à França. A França toma um cacete e então a Inglaterra agora tem as terras da Louisiana e parte do Canadá também.

Mas guerra custa dinheiro, e a Inglaterra vê-se quebrada, em plena Revolução Industrial. Nada mais justo, então, que cobrar as despesas da guerra dos colonos! E não só isso, baixa-se uma série de medidas restritivas, como a Lei do Açúcar, taxando o açúcar que não fosse comprado das Antilhas Inglesas, acabando com o comércio Triangular; a Lei do Selo,que obriga todos os documentos, inclusive jornais e periódicos, a ter o selo da metrópole (isso era pago, claro); os Atos Townshed, importação com impostos, e os colonos não podiam ultrapassar os Apalaches.
Óbvio que os colonos estavam bem putos, mas eles se revoltaram mesmo com a Lei do Chá, que obrigava a comprar chá das Companhias das Índias, que não por acaso o rei e parlamento ingleses eram sócios, e que os colonos estavam falindo a tal Companhia.
Lembrando que Comércio das Índias não é exclusivo da Inglaterra, ao longo da história tiveram muitas companhias de mesmo nome.

Revoltados, os colonos forjaram um ataque aos barcos Ingleses carregados de Chá. A famosa Boston Tea Party. Vestidos de índios (estilo Village People mesmo) jogaram toda carga ao mar. Mas vacilaram e os ingleses não botaram uma fé que foram os índios. Por 5 motivos: 1- desde quando índio toma chá?; 2-Índio branco?; 3- de olho azul? 4- falando inglês? (sem sotaque, importante); 5- e os colonos que olhavam, gostaram, aplaudiram!! (indígenas e colonos sempre se odiaram).

Mediante essas provas A Cia das Índias decidiram processar os colonos. Mas num juri só de colonos, os índios são declarados culpados. Cansados da patifaria, decidem pegar pesado nas Leis Intoleráveis. Fecham o porto de Boston, depõem o governador de Massachusetts, enviam soldados ingleses para colônias, e o pior, os colonos deveriam dar casa, comida e roupa lavada a eles, e os julgamentos agora deveriam ser na Inglaterra, ou seja, deportação.

Em contra partida, formaram o 1º Congresso da Filadélfia, com representantes das 13 colônias, exigindo o fim das Leis Intoleráveis e o direito a representatividade no Parlamento Inglês ( sem representação, não há tributação). É redigida também a Declaração de Direitos e Agravos.
A Inglaterra não aceita e então há o "massacre " de Boston, com o número expressivo de 5 mortos.
Há o 2º Congresso da Filadélfia. Dessa vez há um documento, a elaboração da Declaração da Independência (04/07/1776) feita por Thomas Jefferson. Tinha como justificativa os princípios de John Locke: vida, liberdade e felicidade. Calma, eu sei, John escreveu propriedade, mas como se achava que propriedade era muito "vago", individualista, imagine só se todos tivessem um pedaço de terra, colocaram felicidade, coletivo, correto?
Como tinha caráter separatista, deu-se início a Guerra da Independência (1776-83), com o apoio da França, claro, da Espanha e Holanda.
Em 1783 a Inglaterra assina o tratado de Versalles reconhecendo a independência das treze colônias.

Os EUA foram as primeiras colônias a declararem independência, e suas ideias e Constituição, que foram baseadas em valores iluministas, serviram de exemplo para outros processos de independência. Foi a quebra da estrutura colonial.
Instala-se como forma de governo a República, presidencialista.

30 de abril de 2009

O convívio social diante da pressa

 A pressa na sociedade contemporânea tornou-se padrão comportamental. O tempo parece curto, pois realizamos diversas tarefas, e estas devem ser realizadas rapidamente. Sendo assim, como indivíduos, nos sentimos pressionados pelo tempo, com a sensação de não podermos parar um minuto, levando uma vida agitada, apressada e superficial.
 A Isso nos traz problemas , que passam despercebido. Nossas relações pessoais mudaram. Conversamos pelos meios de comunicação tecnológicos, como a internet, que por si só é um veículo rápido. Portanto temos conversas rápidas e impessoais, o que leva "a superficialidade. Quando nos damos conta, não vemos nossos amigos, pessoalmente, a muito tempo. Cria-se um isolamento, o que causa solidão, depressão, inconstância emocional.
 A Esse estado constante de pressa também traz problemas físicos. São muitas as doenças causadas por esse estilo de vida. Com tantos "fast-foods", com o horário de almoço apertado, comemos de maneira errada e rápida, acarretando problemas gástricos. Mais tarde, hipertensão e problemas cardíacos. O estresse também é comum, pois estamos em estado de tensão a maior parte do tempo.
 A A tensão no dia-a-dia causa intolerância. Basta andarmos pela cidade em horário de pico para concluirmos. As pessoas brigam nos meios de transporte, são violentas pelas ruas, tratam o semelhante de maneira rude, pelo fato de estarem apressadas.
 A O individualismo causado pela pressa abala os valores da sociedade.Atualmente considera-se a pressa como qualidade sem enxergar as consequências nocivas que elas nos traz. Criou-se o vício da pressa. Como tratamento devemos reavaliar-nos, para melhorar nosso convívio, respeitando o próximo, ajudando a sociedade para que esses valores sejam harmoniosos e saudáveis, não egoístas.

23 de abril de 2009

O trabalho e exploração infantil no Brasil

  O trabalho infantil é caracterizado por toda forma de trabalho realizado por crianças e adolescentes abaixo da idade mínima legal. No Brasil crianças e adolescentes não podem trabalhar antes dos 14 anos , e , acima disso, na condição de aprendiz, com proteções especiais.

  Estima-se que no Brasil 5 milhões de crianças e adolescentes trabalhem, em sua maioria de maneira desumana, em condições de escravidão ou semi-escravidão. Isso é reflexo de uma sociedade desestruturada, pois em muitos casos a criança é fonte de renda para a família, portanto se não trabalhar passará fome.
  Além desses casos há a exploração de menores, muitos são aliciados para o tráfico de drogas, prostituição e para pedir esmolas. Acabam envolvendo-se em delitos como roubo, furto e não é incomum cometerem crimes mais graves como sequestros e assassinatos. Assim forma-se um verdadeiro exército de menores infratores, pois as leis brasileiras são brandas em relação a esses crimes e as autoridades não são competentes para prender os responsáveis.

  Para combater o trabalho infantil deve-se continuar com as bolsas governamentais, que auxiliam os pais enquanto as crianças frequentam escolas, porém apenas em caráter emergencial. O ideal é dar a essas famílias pobres condições reais de sustento para que as crianças não necessitem trabalhar. As escolas devem estender o período de aulas, com atividades complementares para evitar que as crianças passem o tempo livre na rua, em contato com os marginais.
  É dever da sociedade zelar pelas crianças e adolescentes do Brasil. Mas é obrigação governamental agir rapidamente para que esses jovens tenham futuro e condições de vida dignas. Para isso deve-se dar condições aos familiares também, com empregos e fontes de renda, além de punir com veemência aqueles que exploram menores. A escola tem papel fundamental, como educadora e como zeladora dos direitos das crianças e adolescentes.



Nota: Por ser uma dissertação não pude ser veemente em relação ao tema. Mas como ser indiferente? Quem são os culpados? Além do sistema falido, claro, a sociedade. Quem alicia esses menores? Quem procura prostitutas de 8 anos de idade?
Além disso a pobreza é a causa do trabalho e exploração intantis. Muitas vezes não há outra maneira de sobrevivência, a não ser pedindo, entrando para o tráfico ou em minas de carvão ou quebrando pedras.
Muitos são contrários as bolsas governamentais. Minha opinião é que ser contra elas é ter uma opinião sulista. Se há desvios, muitas vezes é da própria população que cadastra gatos para receber o auxílio ( e claro do governo que não fiscaliza). Aqui em São Paulo 1 real é troco. Para muitos, a refeição do dia. Claro que não é solução, e é usado como marketing eleitoreiro. Mas ajuda. E ajuda é o que devemos dar as crianças nessas condições.

20 de abril de 2009

A comunicação com a tecnologia atual

  A tecnologia é caracterizada por ferramentas e máquinas que ajudam a resolver problemas. Vivenciamos a revolução tecnológica e vemos que esta evoluiu muito, em diversas áreas. Porém a qual sentimos mais presença é a tecnologia voltada para a comunicação, pois está no nosso cotidiano e é usada em larga escala.
  A principal característica da comunicação nos dias atuais é a velocidade e a facilidade que as informações trafegam. Antigamente, por exemplo, se tivéssemos parentes ou amigos distantes enviaríamos cartas ,método lento, ou telefone, método caro, para a comunicação. Hoje utilizamos comunicadores instantâneos pela internet, que são instalados gratuitamente e permitem conversas de vídeo e voz em tempo real.
  Essa rapidez e acessibilidade também são nítidas quanto às informações. Nunca houve tanta informação quanto agora. Os principais jornais e jornalistas do mundo possuem blogs e sites dos quais noticiam, ou postam, neologismo da internet, em tempo real também,os acontecimentos e suas opiniões sobre eles.
  Os grandes problemas apontados são o tempo gasto com os aparatos tecnológicos (emails, celulares, internet)e as informações imprecisas ou mentirosas.Em ambos os casos o problema está no mal uso da tecnologia. Não há necessidade de acessar emails nem manter celulares ligados durante as férias e as informações sempre devem ser conferidas, pois há fontes confiáveis.
  Encara-se a nova forma de comunicação, rápida e com enorme conteúdo, como algo supérfluo e que consome o tempo livre, porém isso ocorre pelo mal uso do usuário.Não deve-se usá-la como vício mas em prol das necessidades, como complemento para o cotidiano, como auxílio, e não como primórdio para nossas atividades.

13 de abril de 2009

Trote universitário: Brincadeira ou crime?

  O trote universitário deveria ser uma comemoração dos veteranos com os novos estudantes. Ingressar numa universidade é certamente motivo de comemoração, porém todo início de semestre vemos nos noticiários e sabemos por amigos que alguns trotes são violentos e desnecessários.
  Fazer o calouro beber demais, jogar substâncias químicas perigosas, violência física e psicológica são as reclamações mais frequentes. E, não raro, ocorrem mortes em decorrência do trote.
  As reitorias das universidades raramente se manifestam sobre o fato, sendo assim são omissas ao problema e coniventes com a ação. Os estudantes que praticam o ato não enxergam a gravidade do que fazem, veem isso como coisa normal, cotidiana. E a justiça é lenta ao julgar os casos, o que leva à banalização e à impunidade.
  Os atos violentos realizados por estudantes são reflexos de uma sociedade violenta. Está no cotidiano, no emprego, nas ruas, na família e na mídia a exposição do próximo a humilhações. Não há respeito, todos querem impor, mesmo que por pressão suas ideologias. Se a pessoa não quer se expor a esse tipo de brincadeiras, por que não respeita-la? Sendo futuros médicos, jornalistas, professores, advogados, seria razoável esperar que aceitassem essa posição de maneira respeitosa. Mas não é o que ocorre. Propor uma mudança de atitude dos universitários é papel da reitoria e da sociedade. Se não for cumprida, que seja punida com rigor.
  Uma alternativa a isso são os trotes solidários com campanhas para doação de sangue, agasalhos e outras atitudes de cunho social. São aprovadas pelos participantes e, o mais importante, agregam valores e encorajam os estudantes a fazer ações voluntárias posteriormente.
A violência nos trotes deve ser tratada e punida com seriedade para que não haja casos graves, como ocorre nos dias atuais. Como contra proposta fazer o trote solidário que é exemplo de respeito às pessoas e aos estudantes, encorajando-os nessa importante jornada que está por vir, dando exemplo de cidadania e respeitando os valores individuais.



Essa é uma redação que devo fazer, depois dou um update com a nota e com os comentários.

31 de março de 2009

Somos subdesenvolvidos por que fomos colônia de exploração?

Sempre tem um filósofo de botequim ou um tio entendido de história que quando bebe coloca a culpa de toda a porcaria brasileira nos portugueses. Já é costume de brasileiro colocar o fracasso nos outros. Mas em verdade vos digo, não, não estamos no lodo porque fomos colônia de exploração. Para comprovar isso, compararei a história de colonização americana, pois todo mundo diz que eles foram colônia de povoamento, e isso fez dos EUA o que eles são hoje, com a nossa.

A colonização inglesa deu-se de maneira tardia (início em 1606), pois a Inglaterra estava em guerra com a França (a Guerra dos Cem Anos ). Os colonizadores ocupavam áreas desprezadas pelos demais, e assim foram parar no Leste do atual EUA, entre os apalaches e o Atlântico.

Então houve dois focos na colonização. Para o Centro norte, a colônia de povoamento; para o Centro Sul, colônia de exploração. Portanto os EUA estavam divididos em Norte industrializado e Sul agrícola, devido às condições climáticas. Por aí já podemos desmentir o tio engraçadinho. O resto dos Eua era de domínio francês, exceto a Florida, que era Espanhola.

Já que estão situados, apresento 5 comparações entre as colonizações:

1- Pactos coloniais.
O pacto colonial da Inglaterra com a colônia durou 170 anos. A verdade é que no começo a Inglaterra não ligava muito para aquelas terras perdidas, pois estava muito ocupada com a sua Revolução Industrial. Portanto os EUA tiveram 150 "livres", com leis próprias, líderes e impostos. Com isso conseguiram acumular lucros.

Já no Brasil tivemos 300 anos de pacto colonial, não acumulamos nada, pois mandávamos tudo para Portugal.

2- Independência.
Como tiveram acúmulo de capital durante o período de "descaso" inglês, os EUA conseguiram pagar sua independência e não fizeram dívidas.
Já aqui no Brasil começamos nossa "vida" devendo a alma pra Inglaterra.

3- Descoberta do ouro.
Lá deu-se depois da independência, aqui desde o começo.

4- A Guerra da Secessão ocorreu entre o Sul agrícola e o Norte industrial. Como o Norte ganhou a guerra ocorreu o avanço industrial.
Já aqui no Brasil após a proclamação da República, depois do governo dos militares, os cafeicultores retomam o poder, e ficamos como país agrícola latifundiário ainda.

5- Participação na Primeira Guerra Mundial.
Os EUA participaram da 1ª GM desde o início. Vendia armas, equipamentos, medicamentos etc e assim houve uma explosão na industrialização norte-americana. Ao final da Guerra, foi o único que permaneceu industrializado, e rico.

Aqui no Brasil além de enviarmos um contingente no último dia da guerra (e isso é sério), participamos com o setor primário, que não vingou depois que a guerra acabou.

Os dois últimos itens são os definitivos para explicar o porquê do nosso atraso: industrializamos-nos tarde.

Lembrem-se meninos e meninas, se não há argumentos, questione.
Vocês verão que eles não se sustentam.
Pense, não aceite tudo mastigado, pesquisem e estudem.

5 de março de 2009

As Grandes Navegações - Expansão Marítima

Os fatos históricos que levaram ao "descobrimento" do nosso querido, amado e sadio país!

Para vocês se situarem no tempo histórico, o século é XIV e XV, início da Idade Moderna, e o mundo passa pela transição do feudalismo para o capitalismo.Nessa época,Portugal, diferente dos dias atuais, fazia alguma diferença no mundo, e foram pioneiros nas Grandes Navegações. Óbvio que não saíram por ai com seus barquinhos desvendando o mundo, destemidos, alguns fatos contribuíram para que eles perdessem o cagaço de enfrentar o mar.
Com a ascensão da burguesia, o início do capitalismo, os senhores feudais foram perdendo terreno, e a monarquia foi ganhando espaço, apoiados pela burguesia. Sendo assim o rei começou a ter alguma interferência nas Navegações. Essa centralização de poder nas mãos do rei foi precoce em Portugal, o que deu uma boa vantagem em relação aos outros países.
Pra ter uma idéia Dom Henrique (veja que graça de pessoa ) fundou a "Escola de Sagres" que constituía, basicamente, em um monte de desocupado que ficava falando sobre navegações.
Além disso depois que a peste , a guerra e a fome devastaram a metade da população da Europa no século XIV, no século posterior o povo começou a fazer filho loucamente, o que levou a falta de recursos para sustentar os remelentinhos que estavam nascendo.
Nesse meio tempo ocorreu a Queda de Constantinopla e os italianos começaram a cobrar valores absurdos pelos produtos importados daquele lado.
A burguesia ficou uma arara e resolveu que financiaria as idéias dos Navegadores malucos para chegar as Índias, sem intermediários mercenários comedores de lasanha.
Idéias malucas, porque estamos no Renascimento e as idéias novas estavam bombando, novas ciências, novas tecnologias etc.
Lá foram eles, desvendando o mar bravio com suas "potentes" caravelas (barquinhos toscos de 50m e pouca estabilidade).
Conquistaram o norte da África, as Ilhas Atlânticas (Cabo Verde), Foz do Rio Congo (onde começaram a traficar negros para escravo) até pararem no "Cabo das Tormentas". Ficaram lá tempo pra cacete. Com seus super potentes barcos da época, não conseguiam atravessar o encontro de correntes marítimas que tem por lá.
Uma hora tinham que parar de preguiça.
Isso aconteceu quando Cristóvão Colombo, que tomou um pass by de Potugal quando ofereceu seus serviços marítimos e foi ter com a Espanha, disse que havia chegado às Índias! (na verdade o bocó tinha chegado à América, mas abafa o caso).
O destemido Vasco da Gama largou a mão de ser frouxo e contornou a corrente, foi a primeira vez que navegaram longe da terra firme.
Chegou lá com 4 navios. Encheram os 4 de muambas. Infelizmente 2 delas afundaram. Chegando a Portugal, tirando as despesas, as caravelas afundadas e todo o resto tiveram o lucro de aproximadamente 18.000%. Isso mesmo que você leu. 18.000% de lucro. A burguesia que financiava a coisa toda nunca ficou tão feliz!
E quis mais, claro, esse é o pensamento burguês.
E então saíram 13 caravelas comandadas por ninguém mais, ninguém menos que Pedro Álvares Cabral (situou?).
Por um infortúnio do destino uma das caravelas quebrou e pararam nas Ilhas do Atlântico para fazer o reparo. Quando resolveram partir, não havia vento, e resolveram mudar um pouquinho de nadica de nada a rota. Seguindo esse desviozinho de nada chegamos onde moçada?? (skindô-skindô!) Brasil (il il il )!
E aí o resto da história vocês conhecem bem não?
Deixando claro que a chegada de Pedro Álvares por aqui foi tão sem querer quanto a queda da Isabela Nardoni da janela.
E temos fatos que comprovam. O Pedrão foi acompanhado nessa viagem do alto escalão de navegadores portugueses, entre eles o Vasco da Gama e Bartolomeu Dias . Se Pedro era tão sem noção ao ponto de não saber onde estava indo, os outros não seriam tão sem noção de segui-lo. É como se os rapazes da Academia Brasileira de Letras não soubessem escrever "exceção"! (Se bem que com isso de Paulo Coelho...).
Mais: Pedro ficou na terra "achada" 4 dias apenas e prosseguiu viagem. Se essa terra fosse "nova" realmente ele não gastaria um pouquinho de tempo aqui?
Para finalizar há uma carta de um dos pilotos (que pediu para não ser identificado) que é um diário "lado B" e que diz claramente que Pedro chegou onde ele queria, que o Vascão até deu um toque nele dizendo que a terra é cheia de selvagens, ele arriscou e perdeu 50 manos na batalha.
Foi assim que a nossa linda terra onde canta o sabiá foi descoberta.