Primeiramente gostaria de dizer que se alguém se ofender com o que será comentado que me procure ou que me processe bem.
Porque não vão me tirar o direito de pelo menos desabafar.
A segunda coisa é que não irei questionar também o direito da empresa de não me manter no quadro. Isso é legitimo, se para o bem da empresa.
Vou separar em partes pois sempre que penso que a história acabou surge uma nova surpresa, sendo no meu bumbum, é claro.
A Copa, a Crise, a Dilma e a Incompetência
O ano é de Copa, a crise se anuncia, porém as empresas todas continuam investindo, principalmente as estrangeiras, alucinadas por uma propaganda enganosa ou por uma distância galáctica com a realidade brasileira. Era um ano de recessão já, porém pressionados por resultados em ano de copa, apesar das cartas já estarem todas marcadas para os fornecedores oficiais, as contratações foram feitas. Inclusive a minha.
A dissintonia entre os grupos era evidente. A incompetência dos que lideravam também. Porém esses foram mais espertos e pularam antes que a crise fosse para eles. Foi pra Dilma.
Muitas pessoas em certas áreas , poucas em outras, vendas previstas em reais não agradam quem ganha em dólares.
A verdade é que conto isso para dizer que, mesmo em épocas de crise, algumas decisões baseadas em uma evidente distância da realidade podem fazer uma empresa que parecia solida ruir. Navegar em mar tranquilo e ter crescimento de 100% baseado em 0% é fácil.
Não sobreviver a um ano de crise real significa que a sua solidez era só pelo mar azul, bastou uma marola pro barco começar a virar.
Coloquei em xeque a minha competência mas, seja por contratar uma incompetente , seja por não conseguir sobreviver a crise, a culpa é da empresa e de quem a dirige. Não entendo essa leniência que se tem com os cargos mais altos, como se a única responsabilidade destes fossem ser figuras decorativas e dar pinta em eventos.
Dava para ter superado? Dava. Mas mexeria com muitos egos, amizades e bolsos.
Vamos deixar o profissionalismo de lado, pois em ~épocas de crise é melhor salvar o nosso.
Parece que contei a história da sua vida também?
Sim, para mim esse é um evidente vício do profissionalismo brasileiro. Ou a falta dele. Não posso dizer por outras empresas em outros países, mas aqui é assim, o pessoal sempre vai contar mais que o profissional. Sempre.
É triste.
Me despeço do ínicio.
4 de abril de 2016
A Demissão - O ínicio
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18 de março de 2016
nada 1
Me deu vontade de escrever.
Incrível como a gente é capaz de mudar tudo num minuto. Ás vezes basta a palavra certa, a instrução justa, precisa.
Ou como somos capazes de permanecer anos preso num sentimento inexistente ou que se existiu já passou.
Ou como alguns sentimentos ressurgem dessa vez repaginados e melhores(talvez seja uma falsa maturidade, talvez seja ela de fato).
Eu só quero sentir o que é bom.
Algumas coisas a gente sente e só sente.
E já basta.
Incrível como a gente é capaz de mudar tudo num minuto. Ás vezes basta a palavra certa, a instrução justa, precisa.
Ou como somos capazes de permanecer anos preso num sentimento inexistente ou que se existiu já passou.
Ou como alguns sentimentos ressurgem dessa vez repaginados e melhores(talvez seja uma falsa maturidade, talvez seja ela de fato).
Eu só quero sentir o que é bom.
Algumas coisas a gente sente e só sente.
E já basta.
21 de dezembro de 2015
A boa ação
Hoje fiz uma boa ação.
Ajudei uma senhorinha a atravessar a rua, andei com ela até o ponto e ajudei a entrar no ônibus.
Belas bosta, irá dizer o justiceiro, não fez mais que a obrigação.
Eu concordo totalmente.
Porém quantas vezes deixei de fazer isso pela pura falta de tempo?
Me senti tão feliz em poder ajuda-la e ver que ela ficou feliz também pois alguém pode dispor desse momento, plena São Paulo.
Estava chovendo muito. Parei num toldo da doceria. Ela me disse para arriar as calças para não molhar.
Eu queria andar debaixo do Minhocão.
É uma boa ideia eu queria também.
O farol fechou, vamos?
Vamos!
E eu na minha pressa habitual já ia largar a velha, a senhora quer ajuda? Não, vou sozinha, sem problemas.
Mas o Minhocão do Haddad tão aclamado pelos hipster Sta Cecília não é o local mais amigável para uma velhinha. E resolvi acompanha-la. Ela andava com uma muleta, devagaaar, porém toda style de viseira e blusinha verde, me contando que já estava com 90, falou que estava andando o dia todo, eu falei da minha avó e assim uma hora ela resolveu pegar no meu braço para atravessar o rio de esgoto que é São Paulo quando chove. Literalmente é esgoto brotando do cimento.
Demos muita sorte, pois o ônibus estava chegando e nós achamos que o motorista não iria nos esperar.
Eu puxei a velhinha, ô jóveeem sem noção, mas outras pessoas pararam o ônibus e no momento final perguntei o nome, Cida, Mariana, até mais, ela se foi, acenamos e eu fiquei emocionada.
Pude ser humana na cidade de São Paulo. Pude ser eu mesma, pude ter uma conversa.
Agradeço cada minuto.
E hoje é segunda feira. E quero viver!
Ajudei uma senhorinha a atravessar a rua, andei com ela até o ponto e ajudei a entrar no ônibus.
Belas bosta, irá dizer o justiceiro, não fez mais que a obrigação.
Eu concordo totalmente.
Porém quantas vezes deixei de fazer isso pela pura falta de tempo?
Me senti tão feliz em poder ajuda-la e ver que ela ficou feliz também pois alguém pode dispor desse momento, plena São Paulo.
Estava chovendo muito. Parei num toldo da doceria. Ela me disse para arriar as calças para não molhar.
Eu queria andar debaixo do Minhocão.
É uma boa ideia eu queria também.
O farol fechou, vamos?
Vamos!
E eu na minha pressa habitual já ia largar a velha, a senhora quer ajuda? Não, vou sozinha, sem problemas.
Mas o Minhocão do Haddad tão aclamado pelos hipster Sta Cecília não é o local mais amigável para uma velhinha. E resolvi acompanha-la. Ela andava com uma muleta, devagaaar, porém toda style de viseira e blusinha verde, me contando que já estava com 90, falou que estava andando o dia todo, eu falei da minha avó e assim uma hora ela resolveu pegar no meu braço para atravessar o rio de esgoto que é São Paulo quando chove. Literalmente é esgoto brotando do cimento.
Demos muita sorte, pois o ônibus estava chegando e nós achamos que o motorista não iria nos esperar.
Eu puxei a velhinha, ô jóveeem sem noção, mas outras pessoas pararam o ônibus e no momento final perguntei o nome, Cida, Mariana, até mais, ela se foi, acenamos e eu fiquei emocionada.
Pude ser humana na cidade de São Paulo. Pude ser eu mesma, pude ter uma conversa.
Agradeço cada minuto.
E hoje é segunda feira. E quero viver!
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