26 de janeiro de 2009

São Paulo 455

Mando meus parabéns atrasado à essa cidade que me traz sentimentos tão variados.
Já é sabido do meu grande amor - e - ódio pela cidade.
Muitas vezes senti vontade de abandoná-la, de atirar-me de seus viadutos, de jogar lixo na rua até entupir seus bueiros para ocorrer a segunda inundação e ... (ok, eu não faria isso.)
Mas ao mesmo tempo, como é bom fazer parte de São Paulo, a miscelânea de sempre, de tudo que tem aqui, aquilo que não tem a identificação paulistana, mas tem a de todo país, e também de quantos outros paises do mundo ...
A verdade é que queria deixá-la. Não suporto mais tanto concreto, nem tanta gente (não é possível ficar sozinho por aqui, mas ao mesmo tempo estamos sozinhos, por individualismo, por medos...), nem tanta pressa, nem tanto caos. Mas isso tudo já faz parte de mim por ser paulistana.
Para mim, o que define São Paulo é a ambiguidade. A incerteza de saber se fico, se já hoje em dia, tantos anos aqui, consigo me separar de toda essa agitação, que tem lá sua beleza, como hoje a tarde, a beleza da chuva que não vem mais para nos ajudar, apenas para atrapalhar nossa vida que passa ligeira, presa no trânsito, mesmo assim que beleza daquilo que não encaixa!
Parabéns aos que conseguem conviver com a cidade que não para. Parabéns à cidade que resiste.

Um comentário:

Mieko M. disse...

'apenas para atrapalhar nossa vida que passa ligeira, presa no trânsito' presa com pressa, pra que? não vamos a lugar nenhum, porque mal sabemos para onde queremos ir.